sexta-feira, 18 de abril de 2008

A única pergunta é: Proteger do que?

É, eu não deveria postar agora, assim um post atrás do outro, sebe, existe aquela regra implícita de postar uma de cada vez e enfim, há uma necessidade desse post existir aqui nesse momento.
Ontem eu perdi a minha carteira. As pessoas mais próximas de mim, como laís e Larissa têm bastante noção do que aquela carteira significava pra mim. As coisas que tinham lá dentro são irrecuperáveis, sabe, coisas que não podem ser trazidas de volta, ingressos antigos, fotos, endereços, e coisas ainda mais especiais.
Depois do meu choque, e depois de procurar loucamente a carteira com o Duait [ele me ajudou :)], fiquei um pouco conformada, e fui pra casa meio pra baixo.

Quando, eu, na minha humilde significancia chego em casa, conto a história pra digníssima senhora minha mãe, e a mesma enlouquece. Começa a procurar cartões do caralho-a-quatro, e a fazer pergutnar mecãnicas do tipo "Você tava com o cartão da GEAP?" "Você tava com o cartão do SESC?" "Você tava com o CPF?" E eu respondendo, "Não, mãe, tá com você."
Depois dessa cena ridícula chega o senhor meu pai e os dois resolvem ir a De-le-ga-ci-a, isso mesmo que você leu, delegacia.
Fiz uma pirraça muito bem feita, digna de uma criança de 6 anos de idade, mas não teve jeito, rumanos nós, família, pra 28º na Praça Seca.

Agora vem a parte traumatizante e comica, porque se essa história não fosse tão ruim pra mim seria uma diversão pra contar pros nossos netos. Entramos nós, família, no DP, no estacionamento existiam alguns policiais entrando nos carros de policiais com aquelas armas sem serventia enormes de policiais e uma mulher gorda horrorosa fumando.
Dentro do recinto, geladíssimo, 4 delinqüentes da escola municipal escondendo a cara, e mais algumas mulheres caso perdido, gordas, sujas, e derrotadas; a minha condição de estar dentro de uma delegacia hororosa com aquele monte de gente horrorosa às 8:30 da noite destruiu a minha pouca auto-estima que restava.

Crítica do dia: Isso é um texto sério. Na delegacia, minha mãe explica a situação pra mocinha declarada Adriana pelo crachá xerocado que ela levava na blusa. A parada é a seguinte, Adriana, disse-nos que não poderia existir um boletim de ocorrencia pro meu caso [eu desconfiei desde o princípio] e que eu só poderia dar uma queixa ou reclamar de alguma situação que procedesse da minha identidade xerocada perdida depois de acontecida.
Agora imaginem, um estelionatário digno de pena acha a xerox da identidade e fode com os meus dinheiros, e nomes. Depois de estar toda fudida eu volta lá e digo, Oh! Acabaram com a minha vida, dá pra fazer um boletim de ocorrencia?


QUE PORRA DE POLÍCIA É ESSA?


[Música do Dia: You don't love me - The Kooks]
=*

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