sábado, 24 de maio de 2008

a vida não é justa.

vamos nos conformar. o mundo não é um lugar legal.

depois de 15 anos de convivência com o digníssimo sr. José Carlos Câmara, havia me convencido de que o ser humano só faz coisas se realmente houver alguma vontade, nem que seja bem lá no fundo do inconsciente. faz um tempinho, algo relativamente recente, me convenci de que estava errada.

gente. coisa esquisita. gente fez com que eu me convencesse de que eu estive errada o tempo todo. mas isso é estranho se considerarmos que gente me mostrou exatamente que eu sou um ser humano, sem capacidade de prever - perdoem o termo - porra nenhuma. gente me fez acreditar que eu não consigo prever nem ao menos meu próprio comportamento (ok, essa parte eu já sabia). acho que eu não conseguiria admitir isso de outra forma, me sentindo uma criminosa culpada, como tem ocorrido, mas enfim... isso ocorre.

gente me mostrou que o comportamento humano não é simples. portanto, de alguma forma, todos nós 8 bilhões de seres humanos somos especiais. esse grupo de indivíduos, por incrível que pareça me inclui.

porém gente não consegue matar toda essa coisa enraizada num ser - no caso, eu - durante tanto tempo. foda-se a sociologia, eu continuo achando que algumas pessoas são melhores que outras. não, não é esse o termo, na verdade, eu não sei julgar se uma coisa é melhor que outra. é uma coisa meio religiosa e bem pessoal, uns são mais evoluídos, contudo todos chegarão no nível master de evolução daqui a algumas reencadernações.

apesar de isso ser um blog e estar, portanto, implícito que é uma visão pessoal de qualquer coisa, não quero que esse post rume pra tudo aquilo que eu acredito, ou deixo de acreditar. queria apenas registrar em algum lugar: gente boa, daquele tipo que não faz mal a ninguém, passa por coisas pelas quais não merece passar.

ações geram reações. nós, seres humanos incompletos e involuídos não podemos necessariamente ser responsabilizados por nossas ações. por que motivo temos condições de encarar as conseqüências delas?

não estou me referindo a mim, necessariamente. a vida me deu o que eu mereço e eu não me isento das conseqüências das minhas ações, ou pelo menos quero crer nisso. todavia "a vida não é justa" é a frase que eu mais tenho pronunciado nos últimos dias. e o intuito desse post era sintetizar um pouco do que eu penso a respeito dessa injustiça, e dizer algo, indiretamente sobre toda essa gente que na minha opinião não tem a vida justa. não tenho certeza de que eu tenha conseguido, entretanto, não se pode dizer que eu não tentei fazê-lo.

desejo a vocês, amigos em crise, amigos de amigas, colegas que tiram notas baixas, gostosas que brincam de dressup-makeover, indecisos que moram mal, mães que não sabem os filhos devassos que têm, pais super-protetores e inconvenientes, paulistas, pseudo-boêmios que não ajudam quem precisa (em ordem alfabética), a vida que vocês merecem. sem nada nas entrelinhas. apenas desejo justiça, a vocês e a todo o resto das pessoas (mentira, eu desejo coisas específicas com/para cada um, mas não vou falar sobre isso aqui).

beijos,
Lis.

4 comentários:

Entravix disse...

Leia Memórias Postumas de Brás Cubas

nádegas a declarar

Unknown disse...

Bom ,eu adoro Memórias Postumas de Brás Cubas mas isso não tem nada a ver com o que eu tenho a dizer. Olha, meio complexo, mas vc não está errada. E com certeza a vida não é justa. Afinal, cada pessoa ou gente vive a vida do jeito mais próximo que gostaria de estar vivendo. Beijos dinda. Mell.

Caio Alexandre Da Silva disse...

Tá aí meu comentário:

http://teatroilogico.blogspot.com/2008/05/pensamentos-de-um-indeciso-que-mora-mal.html

Montana disse...

é, ela não é justa