domingo, 29 de junho de 2008

sessenta e nove.

boa tarde, caras senhoras, senhores e ônibus. gostaria primeiramente de me desculpar pela minha existência, pelo meu telefone que não funciona direito, pelo meu computador temperamental, pelas provas, pelos trabalhos, pela falta de tempo e principalmente pela minha pobreza. por todas as adversidades, enfim, que me impediram de estar aqui, presente, postando, como boa desocupada que sou. (há tempos atrás diria "aqui com vocês", mas me parece que ninguém lê mais porra nenhuma mesmo...)

em segundo lugar, me resta a tarefa de falar sobre Itatiaia. não sei se todo mundo sabe que nós três, moças bonitas escritoras do blog, fazemos parte do coral de alunos do Pedro II. volta e meia, rolam apresentações, e esporadicamente, viajamos, como foi o caso.

21 de junho, sábado, 5 e meia da manhã. tava na hora de sair de casa, tava frio e escuro. eu querendo sair de casa, mas morta de medo dessa gente bêbada que tava voltando pra casa nesse horário. de repente, eis que ouço tiros. e existem certos momentos na vida, como esse em que você não consegue expressar de outra forma sua indignação/surpresa/sei lá...

" - PUTA QUE PARIU! QUE PORRA É ESSA?!"

fui, então, suuuper inconveniente e acordei meu pai nesse maravilhoso horário. ele foi comigo, cambaleando de sono, até o ponto. não sei por que, mas não me senti muito protegida, não... enfim, peguei meus dois ônibus, carregando uma mochila, uma sacola e um colchonete e cheguei em São Cristóvão City pouco antes das 7 da manhã, onde já se encontravam a senhorita Deborah e suas 17 malas, no carro do digníssimo senhor seu pai. entramos no CPII, às 7 da manhã e a Larissa chegou um pouco depois. fomos felizes e contentes (mentira, estávamos em pânico) pra direção, fazer a porra da prova de apoio de Sociologia. a Deborah se fudeu mais ainda, fez Biologia também. a prova taba bizarra, com uma matéria completamente diferente da nossa, mas ok, relevamos essa parte. o fato é que às 9h, estávamos todas juntas e felizes dentro do ônibus rumando pra Itatiaia. daqui a pouco a gente só vê a Larissa numa trip do caralho, alegando ser onda do Dramin que ela tomou pra não enjoar no ônibus. evidente que a gente quis um remedinho de enjôo desse também :]. o remédio me matou de sono. fui dormindo, durante 3 horas de viagem. pelo que me parece, essa foi a minha sorte: reza a lenda que senhorita Pomba conseguiu bater o récorde mundial de maior número de abobrinhas berradas numa viagem. além de latir com um menino que parece um cogumelo (é, latir mesmo, estilo "au au", não tô de sacanagem). enfim, chegamos em Penedo e fomos passear. "estejam de volta em meia hora, meninas!". é... não deu. por muito pouco não fomos largadas em Penedo. e a Evie, nossa preparadora vocal fofa, quase nos arrancou os intestinos. fomos pra Itatiaia, almoçamos num restaurante péssimo e com um sistema de preços um tanto quanto duvidoso. fomos pro parque nacional, conversando com a Ana Cláudia japinha fofa. chegando lá assistimos duas apresentações de corais: o primeiro, do Pedro II de Niterói, foi interessante, mas eu continuo suspeitando que fosse um grupo de Artes Cênicas, não um coral. o segundo, de umas criancinhas esquisitas sei lá de onde, foi uma bela porcaria. cantamos, demos nosso showzinho, e meu mau humor/sono me impeliu a voltar pro ônibus, pra completar meu soninho de beleza. um pouco depois, fomos pra um colégio lá, onde passaríamos a noite e fomos nos arrumar pro baile. descobrimos, com certa tristeza que eram dois chuveiros. frios. pra cerca de 40 pessoas. poupando os possíveis leitores dos detalhes sórdidos, tomamos um banho a 4, com direito a rodízio de chuveiro: eu, Larissa, Deborah e a Japa, evitando a fila-monstro que se formou depois. depois disso, nos arrumamos, produzimos, maquiamos, a Deborah emprestou sapato pra uma porrada de gente, a Larissa, maquiou a Japa, eu maquiei a Bárbara-loira, a Deborah montou o look da Japa... depois disso, todo mundo lindo, arrumado, produzido, fantástico... fomos pra pracinha da cidade --'. passamos umas duas horas lá, sentadas, esperando o raio do baile começar. aqueles garotos feios, esquisitos, obtusos, nojentos e interiorizados de Itatiaia vieram falar conosco. quis a minha mamãe, pra me defender daquelas... coisas. enfim, finalmente, quase à meia noite, fomos pro tal baile. depois que já estávamos lá há uns 10 minutos foi que apareceram a comida, a bebida e a música. tiramos foto, bebemos um pouco de vinho, mandamos o DJ trocar a música e constatamos que o que ele tinha lá de mais 'dançável' era um CD de... ah, não teve jeito, tivemos que pular, nos saracotear, e fazer a noite valer a pena ouvindo HOUSE. tava indo pegar minha terceira ou quarta taça de vinho, quando o Edvan, nosso vice-regente, que é fofo, mas é um chato, resolveu que tava na hora de levar todas as crianças pra cama. enfim... chegando no colégio, a Deborah foi pra cama. eu, a Larissa e a Japa ficamos pro verdade/conseqüência. perdi toda a minha pouca dignidade depois de fazer strip, morder orelhas, tocar punheta pra uma garrafa de H2O, e simular cenas de sexo explícito com uma vassoura que lá se encontrava. não vou falar sobre as conseqüências da Lissa e da Japa pra não expôr-nas, expô-las... ah, pra que elas não sejam expostas também ao ridículo, mas foi tudo nesse sentido. fomos dormir por volta de 5h. Acordamos às 9h. comemos de novo no restaurante infeliz, passeamos em Penedo, gastamos pequenas fortunas comprando chocolate belga/finlandês/sei lá, só sei que era bom pra cacete. aí, enfim, o trajeto de volta... apagaram a luz, foi a deixa: se os últimos bancos daquele ônibus falassem, ia ter gente MUITO fudida. namorados foram traídos, gente quase fudeu, muita gente mostrou não ser tão heterossexual quanto se pensava... altas revelações. se tinha alguém do blog no meio dessa putaria insana? ehr... vocês já viram como o dia tá bonito hoje? :]


enfim, essa foi nossa viagem. rendeu muita fofoca, várias sitcom's, e um colchonete perdido (desculpa, Vanessa! ://).

o título do post é em homenagem à minha vovó Léa que completa hoje 69 aninhos. imagino que foi exatamente nisso que vocês pensaram, não é verdade? :]

well.. fico, então, por aqui, esperando que meus posts voltem a ter a freqüência de antes. tá foda.


beijoos. :**
Lis. =D

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cidade pequena é tudo igual.

Alô a todos...
Sim, eu estou viva, (apesar de alguém daqui do blog dizer que eu e laís estamos mortas sabe) e muito bem obrigada.
Depois daquele post depressivo, acabei ficando muito melhor, e descobri que se eu colocar tudo pra fora e não me importar com o que as pessoas vão dizer, me sentirei extremamente aliviada.
Como diz a lis, estou tocando o foda-se.
Mas tirando esse acontecimento, existe algo mais que quero registrar nesse post.
Primeiro, eu estou muito feliz, pois tirei nota alta na prova de apoio e consegui recuperar bem a minha média.
Segundo: QUEM É O MEU ADMIRADOR SECRETO?
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Eu quero saber poxa...=]

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Deixarei a viagem a itatiaia para a senhorita lis, que irá discorrer da nossa estada lá como só ela sabe fazer, e citará as situações bizarras que passamos..com as pessoas bizarras que conhecemos!
Ahh e aquele chocolate de penedo é um dos melhores que já comi, tirando o belga. O sorvete finlandês então nem se fala, por causa dele quase fomos deixadas pra morrer em penedo.
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Hoje não assistimos o único tempo de inglês, que como todos sabem, é realmente muito importante para as nossas existências nesse universo vasto, com a finalidade de não ver a cara feia e encardida da digníssima professora Vanish Poder O2, tira as manchas sem estragar os tecidos. Hoje fez um frio desgraçado, meus pés estavam encharcados e gelados, e estou quase voltando com o meu ex-pseudo-amante-peguete-não-sei-lá-o-que. E eis que nós ficamos sabendo que teremos a chance de ir pra são paulo pelo coral. Isso é ótimo, considerando que viajar pelo colégio é extremamente difícil até pra ir pra um museu, imagina pra outro estado.
Enfim, hoje não foi um dia ruim....


Fico por aqui, beijos para todos.

Músicas da última semana: Hold Your Hand (ft. Emiliana T) - Paul Oakenfold
Filth in the Beauty - The gazette
crushcrushcrush - Paramore

Salvação


Largaram esse blog de vez. As digníssimas escritoras, os críticos comentadores que não comentam mais nada e enfim, até os terroristas e admiradores secretos [tá no plural pra que eu me sinta mais importante mesmo] largaram a gente. A gente não! Eu! Porque as outras duas parecem que me largaram também. "Meninas, postem no blog! PelamordeDeus!" "- Ah! Meu PC tá ruim!" "- Ah! Tem prava amanhã!" Apertei o fuck off.
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Como esse blog é um abandono generalizado, sem pai nem mãe nem leitores eu posso falar bem alto, ou melhor gritar com toda a minha força coisas que ninguém vai ler, e se ler: Eu apertei o fuck off mesmo; nem ligo :P Eu tenho chulé! E tenho orgulho de admitir isso! \o/ __

Mas agora deixemos de papo furado e prestem atenção no assunto de hoje. Mais uma histórinha vivida por mim: Ontem foi dia de sair cedo da escola, eu e o pessoal da banda - A Banda da Larissa, Maguila, Duait e Wander - fomos ensaiar [eles foram ensaiar, na verdade, eu só fui encher a paciência]. Foi tudo muito legal, eles ensaiaram, blá blá blá e depois eu e Wander iriamos embora de trem, Duait de metrô, Maguila de Õnibus e Larissa ia ndando pra casa. Maravilha. Seguimos Duait, Wander e Debbinha :) para a estação dupla de trem e metrô de São Cristóvão, atravessamos o viaduto e tranquilo, despedimos-nos do Mr. Duait e logo depois compramos o bilhete. Eis que eu, não-andadora de trem falo pro Wander, "Oh, me diz aqui como poe o bilhete na bilheteira." O digníssimo me mostra, eu ponho meu bilhete e num ato bem caracteristico da minha pessoa de afobação eu giro a roleta e não passo. Imagine a seguinte cena: Wander do lado de lá da plataforma, e eu do lado de cá, presa, tendo já depositado o bilhete na bilheteira. Yes, foi bem ridiculo mesmo. Aí eu vou com a minha aflição na mulher que vende o bilhete e explico a situação himilhante pela qual eu estava passando. A senhorinha me diz "Botou o bilhete e não passou perdeu a passagem!" Volto, falo isso pro Wander enquanto vou abrindo a mochila pra pegar mais 2.20 e pagar outra passagem ¬¬' No frio momento que vou abrindo a minha bela carteira chinesa em tons alaranjados e olho dentro da mesma acho uma nota de $2 e nenhuma moeda. Isso mesmo nenhuma.
Uma coisa que vocês não sabem mas deveriam saber é o seguinte, o nosso caro amigo Wander, baterista enrolado da nossa cara banda Aperio Fatum precisava de $18.50 na racha do estúdio. $8.50 do ensaio e $10 do aluguel dos pratos [de latão que têm o som horrível] e o grandíssimo pai do caríssimo Wander-coco deixou $10 pra ele levar pro ensaio. Na hora de pagar o valor final pra ir embora rolou uma vaquinha fudida, uma juntação de moeda, e essa história foi contada para que vocês, leitores fantasmas saibam que nosso amigo Wander não tinha um tostão furado.
Eu começo a procurar insanamente uma moeda no bolso da mochila e fico falando [lê-se gritando] "Wander, o que eu faço agora, meu Deus do céééu??" e esse do outro lado da plataforma olhando pra minha cara assustado sem saber o que fazer/falar. E o motivo de contar essa história toda que-não-interessa-a-ninguém é o seguinte: Nesse calor todo de procurar moeda e não passar da catraca surge um homenzinho, magro e baixinho e me estende a mão com uma moeda de 25 centavos. Eu e o Wander ficamos com uma cara de espanto e eu começo a agradecer o cara, que da mesma forma que ele surgiu ele desapareceu.

Essa foi a terceira vez em toda a minha vida que uma pessoa surgiu e me ajudou. E eu sinceramente acho que isso foi pouco pra alguém que existe há 15 anos, 10 meses e 23 dias. Eu fico tão grata a bondade daquele cara que eu nao tenho palavras pra descrever como aquilo me deixou satisfeita com o Mundo.
Não me interpretem mal; é mais que evidente a indignação que eu tenho adquirido ao passar dos meus dias com a sociedade, mas esses três momentos que essas três pessoas prestaram esses atos de humanidade, de ajuda voluntária ao próximo, sem a busca por uma recompensa me deixam maravilhada, tão maravilhada que não existem palavras para que eu me expresse.

Esse é o meu agradecimento à parte da recuperação da minha esperança que tem diluido entre meus dedos, sem que eu posso impedir, em relação à todo esse egoísmo que estamos proporcionando a nós e a Terra. Talvez ainda seja possível a salvação da espécie, ou pelo menos a salvação de alguns...
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Música da semana: Bank Holiday - Stereophonics
Foto do desfile folk maravilhoso do Alexandre Herchcovitch no SPFW *-*

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Empreendimento do futuro


Post rápido pra dar satisfação pro mundo mostrando que sim, nós estamos vivas,vivíssimas! Sobrevivemos a mais um dia dos namorados, e a mais uma derrota do Corinthians.


Vim aqui também com o objetivo de declarar publicamente, para todos que quiserem [ou não] saber algo importante sobre minha vida - meu futuro. Desisti de tudo, da faculdade, da geografia, das linguas, da Europa. Descobri que o que dá dinheiro mesmo, o que dá condições pra você ter uma família bem alimentada, filhos gordinhos e dinheiro no bolso no fim do mês não é se formar, ter 3 faculdades ou um doutorado em física quantica, o que dá dinheiro hoje é vender ursinho de pelúcia. Então, caso queiras um ursinho de pelúcia, pode me procurar nos arredores da Rua da Alfândega - por enquanto. Porque com essa alta nos negócios da Pelúcia é bem capaz que meu empreendimento cresça e que em breve tenha expandido-o para São Paulo, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte. Agora vocês já sabem. O que importa mesmo é dar teddy bears de dia dos Namorados/aniversário de namoro/Natal/aniversário e depois de 5 anos de relacionamento [ou até menos] você pode abrir um bazar, ou até vender ursinho nas quermesses de caridade da Igreja e dormir melhor seu dias, e comprar o seu lugar no céu doando o dinheiro pro Padre. Fika a dika
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[Música do dia - Shuold I stay or should I go - The Clash]
[Foto nova que apareceu lá no estágio de um meteoríto que tem formato de coração ♥ [chega a ser emocionante até.]] [Hoje é sexta feira 13. Não quebrem espelhos.]
Até, Criançada.

;*

sábado, 7 de junho de 2008

Eu cansei.
Mas não no sentido todo da palavra, eu não cansei tudo que eu tinha que cansar.
Mas cansei.
É eu sei que é clichê, o mundo é feito deles, mas agorinha mesmo eu queria sumir ir pra um lugar bem longe, tirar férias de todo mundo. Já pensaram como seria bom se todos tivessem essa chance? Voltar ao meu antigo estado de melancolia também não seria mal, considerando que eu vivia numa redoma invisível, em que eu não permitia que ninguém chegasse perto. Fora que era extremamente blasé.
Mas talvez por causa dessa redoma eu esteja tendo os problemas que tenho hoje, dificuldades enormes de lidar com as pessoas. Talvez eu nem goste de conviver com elas, estava muito melhor sozinha. Acho que nesse momento o melhor é me isolar de novo, afastar as pessoas do meu convívio novamente e me fechar, avançar nas profundezas da minha alma, da minha mente. Me fechar. Fingir que está tudo bem.
Tudo está maravilhosamente nos seus devidos lugares.

Primeiro vem a fase da revolta:

Isso não é uma coisa ruim necessariamente, para as pessoas pode parecer um absurdo, ah não faça isso, blábláblá, só vai piorar blábláblá. Mas pela primeira vez sinto que posso fazer o que é certo pra mim, e ninguém, ninguém mesmo pode me dizer que não é.
Até sinto um prazer sádico nisso, adoro ser rejeitada e excluída, assim posso me fazer de vítima com mais facilidade e quem sabe até agilizar a idéia de tirar a minha vida. Vida vivida. Tenho nojo dela muitas vezes, tenho nojo das pessoas vivas artificialmente felizes e infelizes, parecem bonequinhos se mexendo freneticamente dizendo, pensando, falando, ouvindo, chorando, sorrindo.
Ah, sou o que vocês quiserem, não dou a mínima. Não me importo, chutei o balde, chutei a bunda, chutei o pau da barraca, chutei tudo. Não tenho mais medo de me expor assim.

Depois a fase da conformidade:

Eu realmente não fui feita pra viver com as pessoas. Eu sou um ser solitário por natureza e nunca vou mudar e nem quero mudar. Eu sou ruim em exatas mesmo, fazer o quê, matemática não entra na minha cabeça, física talvez. Meu destino é terminar o colégio, não passar em vestibular, porque não sou capaz de aprender exatas, e virar um parasita, pois não tenho talento nenhum, me acho ridícula e sem capacidade de fazer algo de útil. Sabe fazer conta? Não. É extrovertida? Não. Sabe cozinhar? Não.
Sabe escrever direito? Não.
........
Sabe não sei o que não sei o que lá? Não.
(Porra) É bonitinha pelo menos? Não...

Tudo bem. É assim mesmo, eu apenas existo.
O prazer? Não há mais. Não resta nada, nada.
Esperança? Tampouco.
Então o que eu tô fazendo aqui?

Imaginem um grande lago. Ele fica bem no meio de uma floresta, com mata densa e fechada, de difícil acesso. Raios de luz incidem sobre o lago, e com isso a água é cristalina e pura, e dentro dele há peixes de diversas espécies coloridos e agradáveis de se ver. Sobre a superfície, há cisnes de um branco puríssimo que deslizam suavemente e interagem uns com os outros.
Porém, no fundo do lago existe uma parte escura, intocada. O meu Eu está lá adormecido e não almeja sair porque é confortável e tranqüilo. Mas de repente algo me puxa, e eu saio da minha forma de paz, e me deparo com a água cristalina. Ela invade minhas narinas, arrebata meu pulmão. Cega meus olhos, junto com a luz, e eles ardem muito. Tento subir e encontrar um pouco de ar, mas meu corpo, não acostumado com tanto esforço, não agüenta e eu fico presa entre o fundo do lago e a superfície, e permaneço lá até que alguém me ajude, pois sozinha não sou capaz. O Eu se depara com angústia, um sentimento totalmente novo e que ele certamente não queria conhecer. Ele é obrigado a viver com isso até o dia da sua redenção.



Então um dia, quem sabe, eu saia da redoma.
Então poderei sem medo nenhum apreciar a luz do sol sem que meus olhos ardam, respirar sem que meu pulmão reclame, e viver sem ter medo do dia seguinte.
Poderei olhar as estrelas e me emocionar com elas, tendo a certeza de que um dia estarei conectada de verdade com o universo.
Até lá, eu continuo apenas existindo. Um sorriso sincero a todos.


Músicas da semana : Nothing else matters - Apocalyptica.
Broken promise - Placebo.
With every heartbeat - Robyn ft kleerup.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sobre Libertadores

Na medida do possível - mesmo com todas essas escolhas, e afirmações que tenho feito durante meus poucos anos de vivência - me considero um ser humano sensato [na medida do possível mesmo].Enquanto ser humana sensata botafoguense acredito ter noção da qualidade do meu time - que não julgo das melhores.
No ano que passou nessa mesma época/semana do ano, o simpáticissimo Tricolor Carioca ganhara a Copa do Brasil, e exercendo meu papel de botafoguense não fiquei feliz - pois analizemos minha medíocre situação: Além de ser julgada sofredora e torcedora de time pequeno, agora era uma torcedora sofredora de time pequeno carioca que só tinha um título nacional. Pode parecer-te uma preocupação boba mas acreditem foi complicado, really hard.

Mas isso passou, veio uma nova Copa do Brasil - com um Botafogo que ia bem - veio uma Libertadores onde existia um campeão de Copa do Brasil chamado Fluminense, e logo após essas coexistências havia um Botafogo sendo eliminado na semifinal pelo Corinthians, SIM POR UM TIME DA SEGUNDA DIVISÃO! :( e havia um Tricolor indo bem na Taça Libertadores da América.
Simultaneamente com o infeliz jogo da maldita eliminação do meu time, o Flu marcou 2x2 com o Grande Boca Juniors, lá, na Bombonera. Até onde as coisas me foram apresentadas, Boca Juniors gosta de ganhar fora de casa, Botafoguensemente pensei "Bom, não seria uma boa o Fluminense ir à final da Libertadores - pois eu, enquanto botafoguense sofrerei por além de ser o único carioca com apenas um títulozinho nacional, ainda serei o carioca que não tem Libertadores, e o único dos grandes sem a mesma, ou seja, ou o Boca ganha essa pelada, ou FUDEU".

Na última quarta depois de uma longa conversa no telefone com "o meu amor mais lindo do universo" [palavras dele], tive a oportunidade de assistir ao segundo tempo do caloroso jogo de volta, no estádio mais maravilhoso do Mundo. Acomodei-me na poltrona que recosta, recostei-me e assisti ao jogo que com vitória do Boca classificava-o e com vitória, empate sem gols ou 1x1 classificava o Flu. Ouvi coisa demais depois do jogo -besteiras demais, sensatez demais - mas eu VI equilíbrio, eu VI dois times com vontade de estar na final da Taça Libertadores 2008 e mais que isso, eu VI um gol do Boca e me felicitei sinceramente por te-lo visto. Mas uma coisa impressionante aconteceu comigo que foi o gol do Washington. Uma falta, e um pouco de sorte e tava lá dentro. Até agora não sei se foi a torcida fazendo uma comemoração linda, ou o locutor chatérrimo da Globo puxando a sardinha pro Flu, mas alguma coisa daquele Maracanã lotado com uma torcida rival me deixou emocionada - não uma emoção de chorar, mas uma emoção de realização.
Fiquei um pouco sem ação depois do empate, e logo um gol do Conca! Vi tudo de novo, a torcida de novo e foi quando me rendi. Larguei meu sentimento botafoguense e convenci-me que aquele time merecia aquela final - jamais desmerecendo o Boca, CLARO [o time jogou muito bem, e as jogadas ensaiadas deles são ótimas *-*].

E no final das contas me rendi ao sono e me enfiei debaixo das cobertas naquela noite fria, sem ver o último gol do traíra/mercenário do Dodô, que fechou o jogo.

Concluindo: Fui passional, e talvez eu tenha perdido ou ganhado sensatez, essa é o grande questionamento. Parabéns ao Flu, e quem sabe, por acaso, talvez, um dia nãos eja o meu Fogão ganhando do Boca Junior num Maracanã lotado?
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Considerações finais:

Tem um jogo da seleção brasileira agora? MELDELS cadê a divulgação desses lixos?

"Mãe - Filho, você fuma? :(:(
Filho - Nããão ma~e, eu como mashmallows! :)"


beijo da gorda.

domingo, 1 de junho de 2008

vícios.

Da série de textos legais (ou não) absolutamente desimportantes e sem um desfecho razoável que a Lis escreve:

Não, não estamos falando somente de alcoólatras no bar até de manhã enchendo o saco do garçom. Não nos referimos apenas à playboyzada infame que gasta a mesada que o papai dá comprando maconha. Tampouco falo só daqueles que vendem tudo dentro de casa pra comprar mais heroína. Não me refiro só aos que fumam 3 maços de Holywood por dia. Meu foco também não é somente dirigido a quem gasta a fortuna da família apostando nos cavalos ou jogando pôquer. Consumidores compulsivos de café ou Coca-Cola, também não são os únicos em minha mira.
Isso, o texto não é sobre nenhum viciado específico. É sobre o vício, em si.
Quero falar daqueles que conhecem a cor o cheiro e a textura de uma nota de 100 e não medem esforços pra conseguir várias delas, viciados em dinheiro. Daqueles que se viciam em amor, a mais nociva droga da humanidade, e sempre acabam no chão, rastejando convulsivos, implorando por mais uma dose. Daqueles que saem de casa todas as noites em busca de sexo, e não se preocupa em verificar com quem o faz. Dos que não conseguem parar de trabalhar, ditos workaholic’s.
Também aqueles que gastam 15 reais por dia comprando Halls de maçã verde, ou Trident de canela. Ou devoram um quilo de chocolate ao leite em questão de minutos. Aqueles que mordem seus lápis, compulsivos, até que estes se inutilizem, ou comem suas próprias unhas nervosamente até o menesco.
Vícios, vícios... São todos iguais, falo sério: Agulhas, unhas, amor... De alguma forma o que você quer é aliviar sua tensão. Todos vão tão a fundo quanto podem pra manter seus vícios, e em grande parte das vezes essa dominação do vício sobre o individuo traz resultados catastróficos: Contas bancárias zeradas, corações mutilados, unhas de 3 milímetros.
Também pode-se viciar na raiva, culpa, medo. Porque quando você se sente morto por dentro, até as sensações ruins servem pra te mostrar que de uma forma ou de outra, você está vivo. Inegavelmente vivo. Você corta seus braços pra ter certeza de que ainda sangra.
Por trás de um vício, sempre há uma dor. Alguma necessidade que ficou pendente. Um vazio qualquer que deixou de ser preenchida em determinado momento e pronto: aquilo é a raiz de algo sem dimensões.
Você sabe que a sua droga te faz mal. Mas quando você não tem nada pra sanar a sua dor, quando não há qualquer linimento ou alívio... Você simplesmente não se importa. E você só vai se livrar do seu vício quando conseguir se livrar da sua dor.Porém, não importam as drogas em que você se vicie, elas não trazem as respostas. Apenas adiam o momento em que você terá que responder as perguntas. O que não é, de fato, uma vantagem, se considerarmos que essas perguntas apenas se tornarão mais complicadas com o tempo.


É. Fim.

:**,
Lis.