sábado, 26 de julho de 2008

Horrorshow


Hey, hey, hey, my little drugs.

É. Esse deveria ser um post dificil de ser feito. Tô sem postar há mais de 10 dias e depois de uns 4 ou 5 desses você [eu, no caso] começa a se sentir compromissado com uma coisa e parece que estás faltando com respeito a ela. Irresponsavelmente. Enfim, nesses últimos 3 ou 4 dias tenho tido idéias compulsivamente pra escrever no blog; pensei em escrever umas espécies de "esquetes literárias" contando acontecimentos que acontecem. (?) Mas uma coisa muito simples e que talvez tenha acontecido com algum leitor [número de leitores: (empty)], e passado despercebida, me chamou muito a atenção nessa última sexta-feira, 25.

Daqui a exatos 7 dias completarei 16 invernos de vida. Não é tanto, mas eles foram citados pra que vocês saibam que eu estava lá. Sim, eu estava no Barra Shopping nessa sexta-feira dia 25 com minha vó, minha tia, minha prima e meu tio por causa do meu aniversário. Vovó me levara pra comprar alguma roupa de presente; esse era o motivo.

Meu dignissimo tio não estava conosco durante o passeio; ele trabalha perto do shopping e foi de encontro a nós, pois almoçaria lá. Então resolvemos todos fazer uma pausa no nosso dia e comermos juntos! Soa emocionante mas procuramos um fast food sujo e caro pra comer calorias e calorias de gordura saturada [que só não é melhor que sexo] e achamos o Burger King - que é novo aqui no Rio, então todo mundo foi amarradão comer e experimentar a comida do lugar, que a proposito é ótima nham, nham...

Não gosto de elogiar esses estabelecimentos grandes, principalmente fast food mas a comida era boa, como disse, o atendimento foi ótimo, organizado, inteligente, mas foi exatamente nessa parte da compra que algo me incomodou bastante.
Minha vó comprara um dos sanduiches que tem um nome que começa com WH- [e o resto eu esqueci] dos de frango, eu e meu tio gordinho um double lá de carne. Mas não sei porque diabos algum dos jovenzinhos que preparam o seu sanduíche em menos de 10 minutos [blá blá blá...] esqueceu que meu sanduíche era double e colocou só uma fatia de carne dentro do meu pão - até ai problema nenhum. A mocinha loira que nos entregou a bandeja disse qual era o sanduíche e eu aleguei que o meu era o tal WH-... double de carne. Agora prestem atenção a esse momento, ela olhou bem pra mim e depois pro hamburger, gritou alguma coisa pra dentro da cozinha, voltou e perguntou o seguinte pra mim:

"Senhora, a gente pode colocar mais um hamburger no seu sanduíche ou a senhora quer que a gente faça outro pra senhora?"

COMO ASSIM?

Eu falei: "Não, tudo bem, poe mais um hamburger."
__

Agora me digam - ok, é claro que eu entendo o lado da menina de me perguntar se eu queria mais um hamburger ou um sanduíche novo. O que não me sai da cabeça é que alguém peça que ela faça um sanduíche novo, sir.

Imaginem os colegas de trabalho dessa mocinha jogando na lixeira um sanduíche novinho, quentinho perfeito pra ser vendido. Não isso não pode.

Talvez esse post seja julgado com um pouco de demagogia, ou sei lá o que. Well, well, well, mas tentem analisar dessa forma, sabe. A gente sabe que eles jogam comida fora adoidado, mas compactuar diretamente com isso por causa de um hamburger?




Eu estava curado mesmo.
bye bye bye.
Boa Noite.

domingo, 20 de julho de 2008

diálogos da maternidade.

Eu geralmente passo muito tempo fora de casa, seja estudando, seja fazendo merda em geral. Acabo não conversando muito com a minha família. Tô de férias, aproveitando pra ficar de vagabundagem em casa e tive um diálogo feliz com a mamãe hoje. É simples, não é engraçado, mas existe um 'quê' de mãe-filha, de alegria familiar... Sei lá, foi algo que me deixou bem. Em ocasiões normais, dividiria esse momento com minha agenda-diário, mas como a esqueci na casa do papai... enjoy it. :]

- Eu não suporto fazer suco: Uma parte de suco, duas de água, bota açúcar, mexe... Acho isso tão chato, tão enfadonho!
- Ah, eu não ligo de fazer, não... Mas o meu suco nunca dá certo. Nas minhas reuniões com o ACAF ele sempre vem logo dizendo: “deixa que eu faço o suco!”... Aliás, eu já te levei nos lugares que eu mais freqüento com ele, né?
- Reserva União e Ilha Grande?
- É...
- Já sim... Puxa mãe, você anda nuns lugares assim, tão baixo nível!
- É, menina, feios, chatos, mal freqüentados... A decadência total foi aquele tal de Pantanal.
- Ah, é mesmo... Sai do computador!
- Mas você tava lá longe!
- Mas você tinha dito que era pra eu olhar esse site escolher a próxima cor do meu cabelo!
- Ah... É, né?
- Pára de gritar ou fecha a porta desse quarto!
[Vovó fecha a porta antes que pudéssemos pensar sobre o caso. Mamãe prossegue, ignorando a interrupção]
- Puxa, Laís, você traduziu bem o Likert pra quem nunca fez inglês...

[Nota: a dissertação de mestrado da mamãe tem pesquisas que utilizam um método desse tal Likert. E deram um livro de 800 páginas em Inglês pra mamãe saber lidar com o Likert]
- Mas eu já fiz, mãe...
- Ah, fez? Quando?
- O Wizard, não lembra? Tudo bem que eram seis anos de curso e eu só fiz um ano e meio... Mas eu fiz.
- É, mas isso faz tanto tempo... E tira isso aqui da cama, que pano de prato molhado não dá pra cobrir ninguém. E não ri desse jeito, que vai cuspir o suco e estragar outro teclado! Quer o edredom gordo, o edredom magro ou a colcha azul?
- O edredom gordo.
[Mamãe sai do quarto, conversa um pouco com a vovó e volta]
- Laís, deixa eu te avisar... A descarga tá jogando água fora e eu fechei a água do banheiro lá no registro... Ah, e vai lavar a louça lá... Ah, e outra coisa... Hoje eu senti vontade de quebrar seu celular, jogar pela janela e espatifar ele todinho... Portanto, dê um jeito de ele não tocar amanhã às seis da manhã e me matar do coração!
- Mais devagar que eu tô anotando, mãe!
- Anotando o que eu falo?
- O nosso diálogo...
- Não tem mais nada pra fazer?
- Peraí, se não eu me perco!
- Isso aqui é pra você se cobrir. [Me entregando o pano de prato] Ah... Lá em Jacarepaguá tem brinquedo velho seu pra dar pra outra criança?
- Não, meu pai já deu tudo.

[Mamãe deita na cama pra ler o Likert. Lembra que não sabe inglês e vai procurar o dicionário. 10 minutos depois...]
- Fui lá procurar o dicionário de inglês, achei e foi a pior coisa que eu fiz... Não sei mais onde tá!
- Como assim, mãe?
- É, não sei onde botei...

[Lis pensa: A esclerose é genética. Eu realmente tenho a quem puxar...]
[Mamãe prossegue a busca]
- Ih! Aqui o que eu achei: Sua irmã escondeu essa batata chips no meio desse bololô de roupa dela pra ninguém pegar!
- Ah, eu não queria, não... Mas já que ela escondeu, dá aqui um pouco.
- Laís, não esquece da louça... Acho que eu me enganei.
- Se enganou por quê?
- Pensei que tinha achado o dicionário, mas não achei não... Você inda ta escrevendo isso?
- Tô...
- Vai virar livro?
- Não, provavelmente vira post...
- Depois você junta todos os seus posts e faz um livro.
- É, pode ser... Mas quem ia comprar?
- Ué... Pessoas... Eu não sei que história você ia contar nele! Se ficar engraçado, ele fica conhecido e você vai parar no Jô... Eu não sei como é que se lança um livro... Se você se interessar, a gente procura saber...
- Uma editora tem que me querer, mãe...
- Ah, melhor você não escrever um livro, não... Ou então imprime meia dúzia de exemplares e dá pros seus parentes e amigos mais próximos, aí pronto: escreveu um livro. Mas acho que isso sai muito caro...
- É uma boa, mãe...
- Ah, chega com isso logo, que eu tô inibida de conversar com você anotando!

- Ok, mãe. Meu post acaba aqui.

Acabou pra ela, acaba pra vocês também. Mamães nem sempre são tanques de guerra, - só em alguns casos, em que o que eu tô dizendo fica invalidado - são boas pessoas que não sabem fazer suco, nem falar inglês e esquecem onde deixaram o dicionário. Tá com cara de post-de-dia-das-mães, mas eu realmente não tô preocupada com isso.

Enfim, é isso
Bisous,
Lis. :D

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Eu ri do Fluminense.


Esse post foi começado dia 05.07.2008 e terminado agorinha mesmo às 15;52 do dia 14;07;2008, cujo dia é aniversário da gabi [parabééns, gabi!] e primeiríssimo dia de férias uhuuul!
obrigada.
[não dê bola para o que o blogspot diz, ele não é são.]


O título do tópico não tem nada a ver com o tópico. O título é uma homenagem ao Flu; que eu mesma torci pra que ganhasse mas meu espirito botafoguense gritou mais alto e me fez rir do Fluminense.


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Esse post é um cuspe de indignação! Sabe, durante minhas longas e intensas viagens de ônibus diárias pro colégio e pra casa o ócio me obriga a pensar - é eu penso - e como já é de se esperar só sai bosta. Mas dessa vez não foi no ônibus, foi fora dele, no curto caminho entre minha humilde morada e o bus stop; andava eu, numa noite fria depois das 7:30 da noite e me deparo com uma pintura nova no muro "RETÍFICA DE CABEÇOTES".

Ok.

meuDeus. Eu morro, eu renasço 7 vezes e eu jamais nessas vidas saberei o que uma Retifica de cabeçotes é.
Minha teoria é a seguinte: em 2006, na minha pouco produtiva 8º série [que agora parece que virou um 9º ano] eu aprendi a retificar uma circunferência. Você soma 3 diametros mais 1/7 diametro e isso é igual a linha da circunferência. Aí o que me vem na cabeça é que você pega o tal do cabeçote [meu deus que diabos é isso?] e retifica a circunferência dele. SÓ PODE SER ISSO.
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Esse post foi escrito com todo o carinho do mundo há 9 dias atrás, por algum problema dos que existem o tempo todo com o computadô aqui de casa eu tive que desligar essa jossa enquanto escrevia esse belíssimo post e só agora consegui achar a minha paciência escondida na gaveta pra pseudo-termina-lo. Por isso não liguem para o delay da pena que sinto do Fluminense, e acreditem se conseguirem: Nesse meio tempo, eu, EUZINHA, eu mesma, assista ao jogo desses losers no Maracanã, sim eu o fiz. Não me orgulho, mas existem coisas na vida maiores que a dignidade...
E durante esse meio tempo out tive uma idéia brilhante; a comprovação da existência da Retífica de Cabeçotes. Visualizem bem essa bela foto tirada por uma praticamente profissional, chamada Eu.
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Lá me vou. Aproveitando o gancho ESTAMOS DE FÉRIAS UHUUUUULL
Até dia 4 as besteiras desse blog serão mais abesteiradas ainda. Aguardem.

Música da Semana: Perguntas - Soft Mary
All the Best ;)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

[título] [/título]

["parágrafo introdutório"]

A ser lido ao som de Quando Você Voltar – Legião Urbana. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

[/"parágrafo introdutório"]

[post]

Barco sem porto, sem rumo, sem vela, cavalo sem sela”;

Estive esperando que você me ajudasse, me mostrasse por onde devo andar. Esperava que me mostrasse o caminho certo, e me desviei dele antes que pudesse me dar as instruções. Por favor, não me dê mais as costas!

Insatisfeito como a labareda, ardo pra me consumir”;

Estarei em chamas da próxima vez que me olhar, não desvie os olhos. Esteja ao meu lado ainda que te custe, por agora. Eu desaprendi de ver sozinho, e você tem sido meus olhos. Não quero deixar que vá embora dessa forma. Voltarei a te seguir, até que estejamos juntos, em algo nosso.

Eu quero o risco, não digo. Nem que seja a morte”;

Seguirei-te sabendo que corro o risco de não conseguir nada. Eu fiz com que as coisas ficassem dessa forma, e agora pretendo reverter o processo. Sigo-te até o inferno, em busca do que se perdeu entre nós. Eu espero que você estivesse ciente, ao começar com isso tudo, de que não seria fácil se livrar de mim, e que esteja agora preparado pra me deixar morder teus calcanhares – ou me chutar até que eu quebre os dentes.

Você é minha obsessão, eu te amo até os ossos”;

Amor, sim, por que não? À la mierda as nossas dúvidas em relação a... Tudo?! Bem, não importa. Eu quero estar bem certa do que sinto, e não vejo outro nome para chamar, aconteceu de novo, acontece sempre!

Eu te amo, [...] eu te amo tanto, que o meu peito me dói como em doença”;

Minha carne trêmula, meus ossos doem. Meu coração persiste. Algo de racional em mim concorda com isso. Uma voz qualquer em minha mente quer que seja assim. As outras vozes todas se calaram diante dessa única e talvez insensata. Não quero mais saber.

Parei de pensar e comecei a sentir”;

É isso mesmo. Não quero raciocinar a respeito do processo que se dá em mim, fazer conjecturas, escolher palavras. Quero viver isso. Quero me fazer presente nesse sentimento, intensa, brutal, sem medidas, sem pudor, sem porquê, sem intenções bem definidas. Quero só ir, quando me der conta já ter estar lá.

E o sangue que escorre é doce, de tão necessário”;

Puno-me pelo modo insensato como ajo, não em relação a ti, mas em relação a nós. Sinto que cada músculo de meu corpo se contrai. A minha dor parece branda demais diante da tua. Eu quero mais, eu quero tudo! Se eu quero uma alegria intensa, quero também viver a dor. Quero cada momento dessa coisa nova, que me arrebata. E não quero mais te ver sofrer.

O que nós encontramos? Os mesmos velhos medos. Queria que você estivesse aqui”;

Quero exterminar os medos. Quero que possamos fugir juntos para uma realidade à parte. Quero o conforto que tenho quando estou em teus braços. Quero ouvir teu coração bater, e quero que ouça minha respiração frenética. Eu quero tudo, eu quero mais. Eu quero te assistir dormindo.


Esqueça esta vida, venha comigo, não olhe pra trás”;

Falta pouco. Não jogue isso fora.

Interprete como puder”;

Entenda como quiser minhas palavras insensatas de abandonado sem passado, sem perdão. A mim, me basta minha consciência. Acredite, eu ainda a tenho.

[/post]

As frases entre aspas são, respectivamente, de:
- Zeca Baleiro, na música Flor da Pele.
- Friedrich Nietzsche, nos versos intitulados Ecce Homo, no Prelúdio em Rimas Alemãs, publicado no livro A Gaia Ciência.
- Caio Fernando Abreu, no conto Anotações de um Amor Urbano, publicado no livro Ovelhas Negras.
- Silverchair, na música Ana’s Song.
- Vinícius de Moraes, em Soneto de Contrição.
- Capital Inicial, na música Olhos Vermelhos.
- Drummond, no poema A Noite Dissolve os Homens.
- Pink Floyd, na música Wish You Were Here.
- Evanescence, na música Anywhere.
- Caio-Loser Alexandre, em um monte de lugares - e talvez tenha me dito pessoalmente.


[tchau]

Beijos,
Lis.

[/tchau]