terça-feira, 21 de outubro de 2008

sobre amores...

Não tem mais jeito. Eu tentei evitar, tentei não tocar nesse assunto tão chato e clichê, mas num deu. Eu sou uma fucking lovefool, e sou cadastrada pra escrever aqui, portanto vocês (quem? -.-‘) vão ter que me engolir.


Falar sobre amor é complicado... primeiro porque muita gente fodona já falou antes de mim e tudo que eu disser vai parecer ridículo e repetitivo. Segundo porque quande se fala de amor, não se tem idéia de sobre o que se está falando. Ou algum desses caras fodões que vieram antes de mim deu uma definição satisfatória? Camões com “seu fogo que arde sem se ver” sabia tanto sobre amor quanto eu: nada. Porque você não sabe, você sente e se dá por satisfeito.

Ou não. Conheço muita gente que gostaria de trocar o próprio coração (ou o cérebro, ou as genitais, ou sei lá de onde vem o amor) por um fígado. Eu mesma concordo que pra mim, seria mais útil, afinal, creio que meu excesso de amor não vá me livrar de uma possível cirrose daqui há uns anos. Mas o que seria uma vida sem amor?

Não sei. Não consigo visualizar isso. Sem amor não resta nada. Fica tudo frio, vazio... Talvez seja ingenuidade minha, talvez eu seja movida a amor (vai ver por isso ando tão parada ultimamente)... Uma vida sem amor é só uma sobrevida. Conheço algumas pessoas que parecem se isentar do direito de amar - uma delas me devolveu uma bandana hoje - e elas não parecem levar uma vida mais feliz do que quem se descabela, chora e sofre com finais de relacionamentos – não somente relacionamentos homem-mulher. Falo de qualquer coisa que envolva alguma forma de amor.

Se não existe felicidade maior fora do amor, que dentro, por que às vezes as pessoas deixam de se envolver ou abrem mão de alguém que amam? Ta certo que as pessoas que nós amamos nos decepcionam, sim. Fazem isso porque são humanas, é fato. E humanos são assim: às vezes nos machucam tão profundamente... E puxa, como aquela pessoa, que parecia gostar tanto de você foi lá e fez aquilo? O que a motivou? Será que ela não entende o quanto você gosta dela, não respeita, não se importa?

Bem... Existem sim, pessoas que não entendem, não respeitam e/ou não se importam. E outras que só são diferentes do que você imagina. Elas não agem daquela forma porque não valorizam o relacionamento ou você, não fazem nada pra te atingir, não estão tentando se sentir superiores. Elas simplesmente têm valores diferentes. Podem tentar te convencer de que os valores dela estão certos e os seus errados, ou podem tentar se enquadrar aos seus valores.

Às vezes não obtêm sucesso. E te machucam, atingindo o ponto mais doloroso.

Pois bem, feita toda essa explanação sobre relacionamentos amorosos, lanço a principal questão, que tem me tirado o sono (que sono? :b), e que me fez escrever esse post:

Você ama alguém e esse alguém te ama. Essa pessoa te decepcionou. Fez algo que te machucou mais que qualquer outra coisa que ela pudesse fazer e você tem uma mágoa infinita. Porém vai te machucar muito mais estar longe dela. Porque – puta que pariu! – você a ama e isso é algo que você não escolheu pra você e não pode mudar. Você se mantém em sua concha protetora de orgulho, em nome da sua autopreservação, ou perdoa e ama, simples e sem medidas, em nome da sua felicidade?






Pensem o que quiserem. Eu escolheria ser feliz.

Beijos,
Lis.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tirando o atraso.

Olá meninos, meninas e indecisos!
Esse fim de semana foi histórico. E eu senti uma vontade repentina de compartilhar isso com vocês, já que eu quase nunca venho aqui nessa coisa, e tudo que acontece de legal acaba passando desapercebido pra quem não nos conhece.
Então sem mais delongas, vamos ao que interessa.
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Sábado, dia 11/10 Debbie foi buscar o seu namorado Rafael e o amigo dele Rafael , que moram em São Paulo e de vez em quando vem aqui no Rio pra passear e o Rafael um pra ver a Debbinha.
Então, ela marcou praia com um bando de gente (eu, meu namorado, Kaio com K , Lis, e Lorena que acabou não indo.) pra socializar com os Rafaéis, matar aula de Física , Banco de Dados e Linguagem de Programação. Que chato.
Pois bem, assim que chegamos no Rio Backpackers (esse é o nome do lugar legal onde eles ficam em Copa) os Rafaéis descobrem que suas reservas não tinham sido feitas e nosso bando logo vê uma Debinha entrando em colapso (....).
Depois de um pouco de jogo de cintura com a sacanagem que tinha acontecido, os dois conseguem ficar num quarto coletivo. Mas Debbie ainda em estado de choque, becausesheneededagoodfuck, tem uma breve conversa com um alemão boa pinta que estava hospedado nesse quarto e que observava a cena :
"Oh, my fucking god , what I'm gonna do, I need to fuck today! Rafael, what we are going to do??"
Alemão:
"Huh?"

Eu e Lis:
"She's always like that, every day, don't worry."
.....
Depois disso nós decidimos ir pra praia relaxar.

Altas conversas, umas dez garrafas de skol, mar de copacabana, coisas bizarras, um Rafael perdendo quarenta reais e ganhando um cachimbo da paz feito a mão, enfim....amendoim.
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Depois de mais ou menos duas horas de praia, e eu meu namorado resolvemos ir pra areia pra gente conversar e se pegar. Legal.
Ficamos lá até as três, e o pessoal tinha ido pro backpackers. Aí, eu me lembro de duas coisas: a minha blusa indiana que eu adoro e que tem o Ganesha na frente tinha sumido, e que a minha identidade estava com a Lis, e nessa hora houve pânico. Então liguei pra ela, e ela disse que estava com a minha blusa e me chamou pra ir lá buscar.
Depois de andar muito a gente chegou no lugar e então eu peguei minha blusa e perguntei :
"E a minha identidade Lis, onde tá?"
Lis responde :
" Ah Lissa, tá lá no quarto dos Rafaéis, mas a Debbie e o Rafael estão lá, sabe, então eu te aconselho a não tentar pegar nada agora..."
Então tá né....como não consegui pegar a tal da identidade, resolv ir embora e meu digníssimo namorado me deixou em casa pois tinha jogo do framengo e como eu moro (morava, sei lá) no quarteirão em frente ao estádio a coisa fica meio tensa pro meu lado se eu chegar sozinha.Mas isso não impediu que um boçal bêbado encostasse a mão no meu ombro pra perguntar se eu era flamenguista. É, gente estranha atrai coisa estranha. E eu bem que podia ter bebido um pouquinho.
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Depois desse sábado, veio O domingo. Precisamente, ontem.

Ontem, putarias aconteceram desenfreadamente. Sabe aquele dia que parece que as pessoas escolhem pra ser o dia da sacanagem? Aliviar a tensão da semana, se jogar, se divertir, se arriscar... pois é.
Pra mim foi um dos melhores dias da minha vida, fui pra um lugar do qual eu tinha preconceito e vi que é tudo tão simples...não vou entrar em detalhes, mas só sei que faria tudo de novo. E nem precisei da identidade falsa! (666). E se não tem óleo de massagem, vai de skol mesmo...prefironãocomentar. Pessoas de escorpião são insaciáveis mesmo.
Lis foi pra parada gay, que eu tenho vontade de ir, e também se jogou e esqueceu de todos os problemas...e a Debinha ficou com o namorado dela que voltou ontem mesmo pra São Paulo.
Deixo a parada gay pra Lis contar, quando ela quiser, afinal quem participou das coisas foi ela. E deixo pra Debbie contar o seu fim de semana quando ela quiser.
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Post numa versão totalmente enxugada dos fatos, mas é assim, e eu tô sem paciência e morrendo de sono pra contar mais.

Beijinho.

Músicas da semana:
Idioteque - Radiohead
See the world - The Kooks

David Guetta - Love is gone
Apocalyptica ft. Sandra Nasic- Path
Letra sem nome - Aperio Fatum


sábado, 4 de outubro de 2008

e o foda-se?

acontece com a maioria das pessoas em algum momento da vida, é normal: quem nunca tocou o foda-se deveras não sabe o que está perdendo.

me lembro da sensação de vitória. você se sente o Chuck Norris, quando com um foda-se bem tocado. anda pelas ruas com o peito estufado, o nariz em pé. você tem uma sensação – que ninguém nunca sabe se é de verdade. mas ah, foda-se! – de superioridade, como se todo mundo na rua lesse uma placa de neón em letras garrafais em cima da sua cabeça, indicando seu estado: “FODA-SE!”, e como se as pessoas tivessem uma espécie de admiração, respeito ou até legítimo medo de você, como se você tivesse o elixir da juventude eterna, a cura da AIDS ou ainda os lábios da Jolie – dos quais eu particularmente não gosto, mas que merecem respeito tecnológico. de qualquer forma, não vamos entrar em pormenores sobre esse assunto. o fato é que você tem uma resposta excelente pra tudo:

- o dvd arranhou / perdi seu livro / bati o carro / seu filho é gay / você foi adotado / amassei o trabalho / vovô morreu / os correios estão em greve / as inscrições já encerraram / comi sua irmã / não te amo mais / nunca te amei / os papéis caíram na lama / o banco estava fechado.
- ah.. é mesmo? - *ar de riso* - FOOOOODA-SE!



aí é isso. você fica lá com sua realeza, a vida segue. com o tempo, as lâmpadas de neón vão ficando fraquinhas. ninguém repara muito. você próprio perde a convicção na sua decisão. afinal, o que é um foda-se? uma anestesia! uma forma de não se obrigar a lidar diretamente com o problema, suas causas e implicações, ou ao menos adiar ao máximo o momento de fazê-lo.

e é esse momento o x da questão: nós, seres humanos ridículos e limitados, não damos limite ao nosso foda-se. deixamos que ele se prolongue indefinidamente. em muitos casos, nós até mesmo nos viciamos nessa procrastinação displicente, injetamos foda-se nas veias como se fosse morfina e nunca, jamais, encaramos o mundo do jeito que ele realmente é. tornamo-nos insensíveis e portadores de uma alegria patética e vazia, de quem não viveu de verdade. e por que somos tão covardes?! por que não somos capazes de lidar com nossas vidas de uma forma honesta, limpa, sem máscaras?

talvez a resposta pra essa pergunta esteja na nossa fragilidade: criamos, ou criam para conosco, uma situação problema, e não temos condições de solucioná-la na atual conjectura. nos desesperamos, descabelamos, choramos, ligamos pro terapeuta... nada resolve o problema.

e se o problema não for resolvido, cedo ou tarde ele vem à tona. na verdade ele é uma bomba relógio, um melanoma. só esperando que você se esqueça dele pra que ele possa causar o máximo de destruição possível. e quando ele vem, você invariavelmente perde alguma coisa. e se você estava num estágio tão avançado de pânico, com tanto medo de perder, é algo relativamente importante, imagina-se.


e isso acontece uma vez, duas, dez... você, por algum motivo, cria e/ou passa por uma seqüência de problemas sem solução. e toda vez você perde algo ou alguém que estimava. às vezes, depois, com muita paciência e dedicação, você consegue recuperar o que foi perdido. mas geralmente você faz questão de perder de novo...


até que depois de perder dezenas de vezes, você está absolutamente descompassado. não tem idéia do que fazer com a sua vida, não quer mais se machucar, machucar ninguém, perder nada... você não agüenta mais quebrar tudo em que põe a mão, acabar com relacionamentos aparentemente perfeitos em questão de semanas... não dá mais, algo tem que ser feito com urgência! caso contrário, você é capaz de jurar que enlouquece e/ou se mata.


aí é quando você toca o foda-se novamente. pra impedir uma tragédia de proporções apocalípticas e como manutenção da sua sanidade. aí fica cíclico, você toca o foda-se, perde algo importante, fica maluco e toca o foda-se de novo pra não se matar.

é covarde? sim. é uma boa solução? não. é, ao menos, uma solução? não. mas é só o que você tem...

moral da história: mas tia Lis, afinal, o foda-se é bom ou ruim?





não sei. foda-se.