quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Breve ensaio sobre a vida humana.

Nascer

“...Meu filho vai ter nome de santo

Quero o nome mais bonito!”

[Pais e Filhos – Legião Urbana]

Esperança. Luz. Festas. Uma nova vida!


Crescer


Quando eu for homem eu vou ser caçador.
Quando eu for homem eu vou ser baleeiro.
Quando eu for homem eu vou ser canoeiro.
Quando eu for homem eu vou ser carpinteiro.
Quando eu for homem eu vou ser... UM HOMEM.
[Trecho do livro feito sobre a grande exposição fotográfica internacional The Family of Man. Ligeiramente adaptado]



O ser humano cresce. Às vezes cresce consigo a esperança infante e a jovem indignação. Às vezes não.


...Aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia: Eu quero uma pra viver!
[Ideologia - Cazuza]


Reproduzir-se


Maria Farrar, nascida em abril, sem sinais particulares, menor de idade, órfã, raquítica, ao que parece matou um menino da maneira que se segue. Sentindo-se sem culpa afirma que, grávida de dois meses, no porão de uma dona tentou abortar com duas injeções dolorosas, diz ela, mas sem resultado. E bebeu pimenta em pó com álcool, mas o efeito foi apenas purgante. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Seu ventre agora inchara a olhos vistos, e ela própria, criança, ainda crescia. E lhe veio a tal tonteira no meio das matinas e suou também de angústia aos pés do altar. Mas conservou secreto o estado em que se achava até que as dores do parto lhe chegaram. Então, tinha acontecido, também a ela!, assim, feiosa, cair em tentação. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Naquele dia, disse, logo pela manhã, ao lavar as escadas, sentiu uma pontada como de alfinetadas na barriga. Mas ainda consegue ocultar sua moléstia. E o dia inteiro estendendo paninhos, buscava a solução. Depois lhe vem à mente que tem que dar a luz e, imediato, sentiu um aperto no coração. Chegou em casa tarde. Mas vós, por favor, não vos indigneis, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Chamaram-na enquanto ainda dormir, tinha caído neve, e havia que varrê-la. Às 11 terminou. Um dia bem comprido. Somente à noite pôde parir em paz. E deu à luz, ao que disse, um filho. O filho se parecia a tudo quanto é filho mas ela não era como as outras mães. Mas vós, por favor, não vos indigneis, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Com as últimas forças, ela disse, prosseguindo, dado que no seu quarto o frio era mortal, se arrastou até a privada, e ali, quando, não mais se lembra pariu como pôde quase ao amanhecer. Narra que a esta altura estava transtornadíssima, e meio endurecida, e que o garoto o segurava a custo, pois que nevava dentro da latrina. Entre o quarto e a privada o menino prorrompeu em prantos, e isso a perturbou de tal maneira, ela disse, que se pôs a socá-lo às cegas, tanto, sem cessar, até que ele deixasse de chorar. Depois conservou o morto no leito junto dela até o fim da noite. E de manhã, escondeu-o então no lavatório. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Maria Farrar, nascida em abril, morta no cárcere de Moissen, garota-mãe, condenada, quer mostrar a todos o quanto somos frágeis. Vós que paris em leitos confortáveis, e que chamais bendito o vosso ventre inchado, não deveis execrar os fracos e desamparados. Por obséquio, pois, não vos indigneis, toda criatura precisa da ajuda dos outros.
[A infanticida Maria Farrar - Brecht]



O ser humano é frágil. É vulnerável, como dito alguns posts atrás. Somos todos iguais, irmãos em desgraça. Somos a mesma merda orgânica que canta e dança. Mas eu não canso de acreditar na humanidade...


Morrer


Réquiem para uma deusa do sexo.


Agora você está morta, com a mão agarrada ao telefone, o rosto virado para baixo. E vieram os guardas e te puseram as mãos em cima. E mais uma vez errarão todos tentando te interpretar: falarão sobre o telefone, as pílulas, as roupas de baixo, as meias jogadas no chão e não saberão jamais da ânsia de beleza total que foi tua vida, nem que você foi mais pura e delicada de espírito do que toda a realidade em que eles vivem.
O ator Sir Laurence Oliver: “Foi uma vítima da propaganda e do sensacionalismo.”
O diretor John Huston: “ A moça era viciada em soníferos. A culpa é desses médicos canalhas.”
O pastor Billy Graham: “Tudo aquilo que ela buscava estava em Cristo.”
Norman Rosten, amigo de Marilyn Monroe, num verso: “Quem colheu teu sangue? Eu, disse o fã, em minha caneca, colhi teu sangue.”
O jornalista Walter Winchel: “Junto ao caixão, Di Maggio murmurou ‘eu te amo’, doze vezes seguidas.”
Peter Lawford, cunhado de Kennedy: “Estou chocado. Minha mulher viajou ontem até aqui só para assistir os funerais e nem fomos convidados.”
Dos três homens com quem Marilyn tinha sido casada, James Dougherty, o policial que casou com ela quando tinha 16 anos disse apenas: “Sinto muito” e voltou à ronda. Joe di Maggio levou-a até o túmulo. E Arthur Miller declarou à imprensa: “Não vou ao enterro. Ela já não está mais lá.”
[Retirado da revista americana Look]


Considerações finais:
Obrigada a Millôr por ter reunido por mim os textos desse post e outros tantos no livro O Homem do Princípio ao Fim. Caso alguém leia esse blog e se interesse, só me pedir o livro que eu empresto.

Carol leitor, caso você realmente exista e esteja aí esperando a tanto tempo por ler alguma coisa, eu, Lis, peço perdão em nome das moças desse blog. Nós estamos na reta final de um insano bimestre de caos total, desespero, unhas roídas. Eu mesma deveria estar estudando agora, mas saí da cama hoje às cinco da manhã com esse post na cabeça não consegui sossegar até agora, 23h, finalmente podendo postar. Enjoy it, porque é o único por hora. Estamos meio que em hiatus. Grata pela compreensão, a gerência.


bisous,

Lis.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

sobre amores...

Não tem mais jeito. Eu tentei evitar, tentei não tocar nesse assunto tão chato e clichê, mas num deu. Eu sou uma fucking lovefool, e sou cadastrada pra escrever aqui, portanto vocês (quem? -.-‘) vão ter que me engolir.


Falar sobre amor é complicado... primeiro porque muita gente fodona já falou antes de mim e tudo que eu disser vai parecer ridículo e repetitivo. Segundo porque quande se fala de amor, não se tem idéia de sobre o que se está falando. Ou algum desses caras fodões que vieram antes de mim deu uma definição satisfatória? Camões com “seu fogo que arde sem se ver” sabia tanto sobre amor quanto eu: nada. Porque você não sabe, você sente e se dá por satisfeito.

Ou não. Conheço muita gente que gostaria de trocar o próprio coração (ou o cérebro, ou as genitais, ou sei lá de onde vem o amor) por um fígado. Eu mesma concordo que pra mim, seria mais útil, afinal, creio que meu excesso de amor não vá me livrar de uma possível cirrose daqui há uns anos. Mas o que seria uma vida sem amor?

Não sei. Não consigo visualizar isso. Sem amor não resta nada. Fica tudo frio, vazio... Talvez seja ingenuidade minha, talvez eu seja movida a amor (vai ver por isso ando tão parada ultimamente)... Uma vida sem amor é só uma sobrevida. Conheço algumas pessoas que parecem se isentar do direito de amar - uma delas me devolveu uma bandana hoje - e elas não parecem levar uma vida mais feliz do que quem se descabela, chora e sofre com finais de relacionamentos – não somente relacionamentos homem-mulher. Falo de qualquer coisa que envolva alguma forma de amor.

Se não existe felicidade maior fora do amor, que dentro, por que às vezes as pessoas deixam de se envolver ou abrem mão de alguém que amam? Ta certo que as pessoas que nós amamos nos decepcionam, sim. Fazem isso porque são humanas, é fato. E humanos são assim: às vezes nos machucam tão profundamente... E puxa, como aquela pessoa, que parecia gostar tanto de você foi lá e fez aquilo? O que a motivou? Será que ela não entende o quanto você gosta dela, não respeita, não se importa?

Bem... Existem sim, pessoas que não entendem, não respeitam e/ou não se importam. E outras que só são diferentes do que você imagina. Elas não agem daquela forma porque não valorizam o relacionamento ou você, não fazem nada pra te atingir, não estão tentando se sentir superiores. Elas simplesmente têm valores diferentes. Podem tentar te convencer de que os valores dela estão certos e os seus errados, ou podem tentar se enquadrar aos seus valores.

Às vezes não obtêm sucesso. E te machucam, atingindo o ponto mais doloroso.

Pois bem, feita toda essa explanação sobre relacionamentos amorosos, lanço a principal questão, que tem me tirado o sono (que sono? :b), e que me fez escrever esse post:

Você ama alguém e esse alguém te ama. Essa pessoa te decepcionou. Fez algo que te machucou mais que qualquer outra coisa que ela pudesse fazer e você tem uma mágoa infinita. Porém vai te machucar muito mais estar longe dela. Porque – puta que pariu! – você a ama e isso é algo que você não escolheu pra você e não pode mudar. Você se mantém em sua concha protetora de orgulho, em nome da sua autopreservação, ou perdoa e ama, simples e sem medidas, em nome da sua felicidade?






Pensem o que quiserem. Eu escolheria ser feliz.

Beijos,
Lis.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tirando o atraso.

Olá meninos, meninas e indecisos!
Esse fim de semana foi histórico. E eu senti uma vontade repentina de compartilhar isso com vocês, já que eu quase nunca venho aqui nessa coisa, e tudo que acontece de legal acaba passando desapercebido pra quem não nos conhece.
Então sem mais delongas, vamos ao que interessa.
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Sábado, dia 11/10 Debbie foi buscar o seu namorado Rafael e o amigo dele Rafael , que moram em São Paulo e de vez em quando vem aqui no Rio pra passear e o Rafael um pra ver a Debbinha.
Então, ela marcou praia com um bando de gente (eu, meu namorado, Kaio com K , Lis, e Lorena que acabou não indo.) pra socializar com os Rafaéis, matar aula de Física , Banco de Dados e Linguagem de Programação. Que chato.
Pois bem, assim que chegamos no Rio Backpackers (esse é o nome do lugar legal onde eles ficam em Copa) os Rafaéis descobrem que suas reservas não tinham sido feitas e nosso bando logo vê uma Debinha entrando em colapso (....).
Depois de um pouco de jogo de cintura com a sacanagem que tinha acontecido, os dois conseguem ficar num quarto coletivo. Mas Debbie ainda em estado de choque, becausesheneededagoodfuck, tem uma breve conversa com um alemão boa pinta que estava hospedado nesse quarto e que observava a cena :
"Oh, my fucking god , what I'm gonna do, I need to fuck today! Rafael, what we are going to do??"
Alemão:
"Huh?"

Eu e Lis:
"She's always like that, every day, don't worry."
.....
Depois disso nós decidimos ir pra praia relaxar.

Altas conversas, umas dez garrafas de skol, mar de copacabana, coisas bizarras, um Rafael perdendo quarenta reais e ganhando um cachimbo da paz feito a mão, enfim....amendoim.
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Depois de mais ou menos duas horas de praia, e eu meu namorado resolvemos ir pra areia pra gente conversar e se pegar. Legal.
Ficamos lá até as três, e o pessoal tinha ido pro backpackers. Aí, eu me lembro de duas coisas: a minha blusa indiana que eu adoro e que tem o Ganesha na frente tinha sumido, e que a minha identidade estava com a Lis, e nessa hora houve pânico. Então liguei pra ela, e ela disse que estava com a minha blusa e me chamou pra ir lá buscar.
Depois de andar muito a gente chegou no lugar e então eu peguei minha blusa e perguntei :
"E a minha identidade Lis, onde tá?"
Lis responde :
" Ah Lissa, tá lá no quarto dos Rafaéis, mas a Debbie e o Rafael estão lá, sabe, então eu te aconselho a não tentar pegar nada agora..."
Então tá né....como não consegui pegar a tal da identidade, resolv ir embora e meu digníssimo namorado me deixou em casa pois tinha jogo do framengo e como eu moro (morava, sei lá) no quarteirão em frente ao estádio a coisa fica meio tensa pro meu lado se eu chegar sozinha.Mas isso não impediu que um boçal bêbado encostasse a mão no meu ombro pra perguntar se eu era flamenguista. É, gente estranha atrai coisa estranha. E eu bem que podia ter bebido um pouquinho.
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Depois desse sábado, veio O domingo. Precisamente, ontem.

Ontem, putarias aconteceram desenfreadamente. Sabe aquele dia que parece que as pessoas escolhem pra ser o dia da sacanagem? Aliviar a tensão da semana, se jogar, se divertir, se arriscar... pois é.
Pra mim foi um dos melhores dias da minha vida, fui pra um lugar do qual eu tinha preconceito e vi que é tudo tão simples...não vou entrar em detalhes, mas só sei que faria tudo de novo. E nem precisei da identidade falsa! (666). E se não tem óleo de massagem, vai de skol mesmo...prefironãocomentar. Pessoas de escorpião são insaciáveis mesmo.
Lis foi pra parada gay, que eu tenho vontade de ir, e também se jogou e esqueceu de todos os problemas...e a Debinha ficou com o namorado dela que voltou ontem mesmo pra São Paulo.
Deixo a parada gay pra Lis contar, quando ela quiser, afinal quem participou das coisas foi ela. E deixo pra Debbie contar o seu fim de semana quando ela quiser.
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Post numa versão totalmente enxugada dos fatos, mas é assim, e eu tô sem paciência e morrendo de sono pra contar mais.

Beijinho.

Músicas da semana:
Idioteque - Radiohead
See the world - The Kooks

David Guetta - Love is gone
Apocalyptica ft. Sandra Nasic- Path
Letra sem nome - Aperio Fatum


sábado, 4 de outubro de 2008

e o foda-se?

acontece com a maioria das pessoas em algum momento da vida, é normal: quem nunca tocou o foda-se deveras não sabe o que está perdendo.

me lembro da sensação de vitória. você se sente o Chuck Norris, quando com um foda-se bem tocado. anda pelas ruas com o peito estufado, o nariz em pé. você tem uma sensação – que ninguém nunca sabe se é de verdade. mas ah, foda-se! – de superioridade, como se todo mundo na rua lesse uma placa de neón em letras garrafais em cima da sua cabeça, indicando seu estado: “FODA-SE!”, e como se as pessoas tivessem uma espécie de admiração, respeito ou até legítimo medo de você, como se você tivesse o elixir da juventude eterna, a cura da AIDS ou ainda os lábios da Jolie – dos quais eu particularmente não gosto, mas que merecem respeito tecnológico. de qualquer forma, não vamos entrar em pormenores sobre esse assunto. o fato é que você tem uma resposta excelente pra tudo:

- o dvd arranhou / perdi seu livro / bati o carro / seu filho é gay / você foi adotado / amassei o trabalho / vovô morreu / os correios estão em greve / as inscrições já encerraram / comi sua irmã / não te amo mais / nunca te amei / os papéis caíram na lama / o banco estava fechado.
- ah.. é mesmo? - *ar de riso* - FOOOOODA-SE!



aí é isso. você fica lá com sua realeza, a vida segue. com o tempo, as lâmpadas de neón vão ficando fraquinhas. ninguém repara muito. você próprio perde a convicção na sua decisão. afinal, o que é um foda-se? uma anestesia! uma forma de não se obrigar a lidar diretamente com o problema, suas causas e implicações, ou ao menos adiar ao máximo o momento de fazê-lo.

e é esse momento o x da questão: nós, seres humanos ridículos e limitados, não damos limite ao nosso foda-se. deixamos que ele se prolongue indefinidamente. em muitos casos, nós até mesmo nos viciamos nessa procrastinação displicente, injetamos foda-se nas veias como se fosse morfina e nunca, jamais, encaramos o mundo do jeito que ele realmente é. tornamo-nos insensíveis e portadores de uma alegria patética e vazia, de quem não viveu de verdade. e por que somos tão covardes?! por que não somos capazes de lidar com nossas vidas de uma forma honesta, limpa, sem máscaras?

talvez a resposta pra essa pergunta esteja na nossa fragilidade: criamos, ou criam para conosco, uma situação problema, e não temos condições de solucioná-la na atual conjectura. nos desesperamos, descabelamos, choramos, ligamos pro terapeuta... nada resolve o problema.

e se o problema não for resolvido, cedo ou tarde ele vem à tona. na verdade ele é uma bomba relógio, um melanoma. só esperando que você se esqueça dele pra que ele possa causar o máximo de destruição possível. e quando ele vem, você invariavelmente perde alguma coisa. e se você estava num estágio tão avançado de pânico, com tanto medo de perder, é algo relativamente importante, imagina-se.


e isso acontece uma vez, duas, dez... você, por algum motivo, cria e/ou passa por uma seqüência de problemas sem solução. e toda vez você perde algo ou alguém que estimava. às vezes, depois, com muita paciência e dedicação, você consegue recuperar o que foi perdido. mas geralmente você faz questão de perder de novo...


até que depois de perder dezenas de vezes, você está absolutamente descompassado. não tem idéia do que fazer com a sua vida, não quer mais se machucar, machucar ninguém, perder nada... você não agüenta mais quebrar tudo em que põe a mão, acabar com relacionamentos aparentemente perfeitos em questão de semanas... não dá mais, algo tem que ser feito com urgência! caso contrário, você é capaz de jurar que enlouquece e/ou se mata.


aí é quando você toca o foda-se novamente. pra impedir uma tragédia de proporções apocalípticas e como manutenção da sua sanidade. aí fica cíclico, você toca o foda-se, perde algo importante, fica maluco e toca o foda-se de novo pra não se matar.

é covarde? sim. é uma boa solução? não. é, ao menos, uma solução? não. mas é só o que você tem...

moral da história: mas tia Lis, afinal, o foda-se é bom ou ruim?





não sei. foda-se.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Al.


Eu estou longe daqui.
Looonge, muuuito longe.
_

Nesses ultimos 3 meses tenho tido uma bela duma internet banda larga. Pagamos uma pequena fortuna por ela, mas, faz parte, as vantagem são realmente bem interessantes.
Além da satisfação sem tamanho de encontrar o CD no do Oasis - que não foi lançado ainda - disponibilizado no orkut e poder ouvi-lo 20 minutos depois; a digna Velox tem me trazido o prazer de assistir vários e diversos e milhares de filmes difíceis de encontrar na atmosfera terrestre.


Já tinha descoberto Almodovar em 2005, quando aluguei "La má Education" e bem nessa época longinqua já fiquei achando-o surpreendentemente único.
Nesses últimos meses não tenho outras palavras a não ser: simples, humano e apaixonado, Nossa, enquanto eu deixava de estudar pras provas e mergulhava num "Hable com Ella" echeio de fantasias e criticas sociais que eu entendia quão importante é esse homem para o cinema mundial.
Nessas horas que me pergunto, como e porque não é dado o valor necessário a um Diretor, produtor e ator tão significativo pro Cinema, porquea discriminação crescente a quem não pertence aos padrões Hollywoodianos? PORQUEEE?

Esse post foi escrito na hora do intervalo, ele é um post curto e incompleto e eu estou sendo expulsa do computador nesse momento. Apreciem Almodovar. Sem moderações!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

15 anos de sono atrasado.

Lis e Paulete. ela morou comigo por um tempo. a adorava, e é uma pena que tenhamos passado tão pouco tempo juntas...

me recordo de Tyler Durden dizendo: “quando você tem insônia, você nunca dorme de verdade e nunca acorda de verdade.” não sei se eram exatamente essas palavras, mas era esse o espírito da coisa. aliás, quem ainda não assistiu Clube da Luta deveria terminar de ler o post e dar um jeito nisso logo depois.

e de fato a insônia é assim. durante o dia o olhar cansado, quase melancólico, os passos arrastados, a respiração descompassada... as pessoas chegam a sentir medo quando vêem aquele ser, sem pentear os cabelos e com olheiras cadavéricas.

à noite, no entanto, uma euforia inexplicável. você se deita na cama ansioso por repor suas horas de sono atrasadas, mas não consegue sequer manter os olhos fechados por mais que um minuto inteiro. acaba saindo da cama, vai ler, comer, qualquer coisa... e quando se dá conta o sol já está brilhando.

você tenta de tudo: exercícios durante o dia, suco de maracujá, chá de camomila, calmantes leves, homeopatia, oração, massagem, simpatia, álcool, soníferos pesados... nada nunca traz resultados satisfatórios.

dizem que a consciência tranqüila é o melhor remédio contra a insônia. aí você pensa: “vai ver é isso!”, volta pra cama e se sente resignado com seu destino – você vai passar pela vida e jamais terá uma boa noite de sono.

- A injustiça não justifica a injustiça, eu sei... Mas me perdoe por tudo. Sempre.
.
ah, e não vou explicar nada: a foto, o post, nada. cada um que pense o que bem entender.
.
Beijos,
Lis.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Depois eu penso no título.

Bom dia/ boa tarde/noite a todos.


Tanto tempo sem postar, tinha esquecido como fazia o login, que deprimente.


Muita coisa aconteceu nesses dias, o que inclui a quinzena do caos, terminar namoro antigo, comecar outro novo, começar a amar , passar a odiar gente, me apresentar num domingo chuvoso com a minha banda na escola sendo que menos de 50 cabeças assistiam. Do colégio inteiro. Pelo menos a maioria aplaudiu =D, tenho sorte.
Sorri, chorei, mas para a minha sanidade mental fiquei mais feliz do que triste. Incrível como o tempo passa rápido e não dá pra sentir. Parece que planos que foram feitos escapam como areia entre os dedos, porque simplesmente não dá, a vida engole tudo.


Pessoas que achei que podia confiar mostraram outro lado que eu não queria ver nem nos meus sonhos. Outras só confirmaram o que eu já desconfiava, e não desperdicei a chance que me foi dada de aprender com os meus erros. Por isso tenho certeza de que não preciso de sorrisos, abraços e carinhos falsos. E se alguém que estiver lendo isso por acaso lembre das pessoas que acham que são verdadeiras consigo, todo o cuidado é pouco.

"Fulana, eu te amo muuuuuuito"

Oh por favor. Menos sempre é mais.




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Somos human beings e como bem disse Lis no seu último post, somos vulneráveis, condição que é a porta para a desordem entre nós. O que fazemos então?


Montamos uma barreira que não deixa que fraquezas escapem, no intuito de mostrar aos outros que somos belos, seguros e fortes? Não deixar que ninguém veja o choro de angústia? Mostrar a todos o quão sociável somos quando exibimos com orgulho os amigos que temos, seja no meio em estamos, ou no orkut? Desfilar o espetacular estilo que temos , nossa, vejam como somos originais.


O que vou falo aqui é o que todo mundo tá cansado de saber ou porque concluiu em algum momento da vida ou porque viu em algum lugar ou escutou de alguém, mas é mesmo, somos nada.


Isso, se defenda, diga que não. Eu tenho o meu valor, porra!


Mas é muito interessante o alívio que se obtém quando tiramos o peso todo que temos que carregar quando essas duas palavras inundam a mente e ressoam com o seu significado. Simples e objetivo. N-A-D-A. É preciso que a ficha do nada caia, para se dar conta do real valor que temos.


Mas se não gostar do que descobriu, o problema não é meu. =D





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Eis aonde minha curiosidade me leva:


1 - Sensação de ser um gênio;


2 - Vontade de me jogar da janela por me dar conta do tamanho da minha estupidez;


3 - Sensação de alívio, misturada com conclusão, misturada com felicidade, misturada com "bem feito se fudeu", misturada com "ah, eu já sabia". Misturada com "Ah, eu sou mais biscoito fino"


Já sentiram isso antes? Ou pelo menos alguma dessas coisas separadas?





Pois então vou contar uma historinha pra vocês:





[Pausa para comentário nonsense]

Protagonistas:

Asdrúbal

Josefina

Eugênia



Sentem-se e peguem as suas guloseimas. A historinha vai começar.


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Era uma vez um menino chamado Asdrúbal e uma menina chamada Josefina.


Asdrúbal morava em um lugar muito bonito que todo mundo conhecia no mundo inteiro. Ele estudava numa escola muito boa, e tinha a sua vida agitada de adolescente de 17 anos. [Well, se ele ia bem ou mal nessa escola não convém entrar em detalhes....]


Josefina por sua vez morava longe de Asdrúbal, mas nem taaanto, e ignorava a existência dele e vivia sua vidinha tranquilamente [ou não]. Josefina era uma gostosa, [e se eu não estivesse namorando bem que pegaria], e ela fazia muitas merdas para preencher seu vazio existencial. [soa familiar?] Ah e ela não era virgem. E nem Asdrúbal.


Até que um belo dia, ela conhece Asdrúbal, Asdrúbal conhece Josefina e os dois resolvem se conhecer. [é, essa parte é confusa pela falta de fontes confiáveis u.u]
Josefina resolve sair da sua paz para conhecer Asdrúbal e vai até a terra dele. Os dois então passam a se gostar apesar do pouco tempo que ficaram juntos, e Josefina cai MESMO de amores pelo dito-cujo. Ela volta para o seu canto, e Asdrúbal fica, fazendo juras de amor para sua companheira.


Só que Josefina logo fica sabendo que o tal do Asdrúbal era um menino muito bobo, feio e chato, porque ele fez uma coisa naeda legal com ela que nenhum namorado [leia-se homem que tem amor aos seus genitais] deve fazer. Apesar da distância , Josefina acreditava que Asdrúbal a amava, e que poderia ficar junto dela um dia, pra sempre. Coitadinha da Josefina, quebrou a cara.


Reza a lenda que ela então ficou muito mal, foi parar em pscicólogo e tudo, e entrou em depressão. Enquanto que o seu paladino estava na sua terra tomando suas biritas e pegando mulézinhas. Como o mundo é cruel. Que isso féra. [Enquanto isso Eugênia já estava de olho em Asdrúbal, porque o achava muito sexy.]


Asdrúbal, não tão feliz e contente como antes em sua terra, dá um mega-fora em Josefina, mas ela mesmo assim insiste e revela seu lado masoquista ao gostar de "apanhar" do cara que a colocou lindos galhos na cabeça . [é, a Josefina não tinha amor próprio.]


Então, aparece do nada uma terceira pessoa na história: Eugênia.


Asdrúbal passa a gostar de Eugênia, que sentia o mesmo, e os dois começam a namorar.


Eugênia que não era boba e que tinha problemas mentais e que era louca por Asdrúbal e queria saber tudo sobre a vida dele, passa a investigar a vida do seu amado e descobre a história toda com Josefina. Ela se surpreende um pouco [mentira, muito] e descobre que no final das contas a Josefina vai trabalhar numa rede de fast food muito famosa e sente pena dela no fundo. Não por ela trabalhar, lógico. Mas por ela terminar trabalhando numa rede de fast-food. [xD]
Então, ela pensou muito sobre isso, e descobriu que ainda sentia pena da Josefina mas não pelo motivo citado acima, e sim porque a entendia muito, e entendia tudo que ela havia sentido por causa de Asdrúbal e sabia o quão doloroso e difícil era passar por isso , pois ela mesma havia se encontrado em situação parecida há um tempo. E então resolveu deixar a história que Asdrúbal e Josefina viveram e tratou de se importar com o presente.


Mas e Josefina?


Ah, a Josefina ficou a ver navios durante um tempo, mas não por muito, pois ela também é esperta e resolveu arranjar um outro cara da mesma terra que Asdrúbal! ;P


Moral da história:

É gente, porque diabos não tiveram a idéia de construir a porra do trem-bala Rio-São Paulo antes? Ainda bem que não fizeram isso antes de Eugênia e Asdrúbal se conhecerem!
E a Eugênia ficou com vontade de pegar Josefina também! =X




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Cuidem dos seus bichinhos de estimação, porque os humanos não tão valendo nada. Beijos.





Músicas do mês:





Dreams - Deep Dish (Axwell remix)


This time - Dj Antoine


Outta my head - Ashlee Simpson


2+2=5 - Radiohead


Enjoy the Silence - Yvan&DanDaniel


A Rosa - Djavan




segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vulnerabilidade.

- Oi, querida!
- Ahn... oi...
- Nossa, quanto tempo! Olha como você ta bonita! Emagreceu aí pelo menos uns 5 kg, hein?! Só esse olhar que ta meio abatido, você parece cansada! Tem trabalhado muito?
- Semana de entregar relatórios, você sabe...
- Ah, mas procure descansar! Você sabe o quanto essa rotina de stress te faz mal! Você vai acabar descontando na bebida e vai chegar em casa vomitando, como quando estávamos juntos! E dessa vez, quem vai estar lá pra cuidar de você, hein?
- Ah, eu... eu parei de beber...
- Não brinca?! Que notícia maravilhosa, o pessoal vai adorar saber! Aah, danadinha, por isso que ta gostosa desse jeito, né?
- Pára, não fala assim... você só me chamava de gostosa nos nossos momentos íntimos...
- Bom, isso é fácil de resolver. Que tal fazermos desse aqui um momento íntimo?
- Desculpa, acho que eu entendi errado. O que você disse?
- É, que tal? Vamos fazer desse reencontro um momento íntimo!
- Pára com isso, é maldade comigo! Você sabe que a minha vontade é te jogar agora em cima dessa mesa e recuperar todo o tempo que nós estivemos separados! E já são dois anos e meio! Você ta casado, e eu tenho a minha vida, então, não faz assim comigo!
- Aah, isso é bobagem. Olha só, vou fazer esse momento ser íntimo te contando um segredo, algo que você sempre quis saber! Que tal?
- Eu devo estar louca, essa abstinência de álcool tá me fazendo mal... mas tá, vai logo.
- Eu te traí.
- ...
- Pronto, viu que simples?
- . . .
- Querida?
- Que PORRA é essa?
- Iiih, que que foi? Lembre-se que nós acabamos porque você me traiu, hein, gostosa!
- Quando foi isso?
- Nosso segundo ano de namoro, quando eu tive aquela viagem a trabalho pra Natal, lembra? Então, me puseram no mesmo andar que aquela secretária gostosa do Marcelo. Fui pegar uns documentos no quarto dela e acabamos indo pra cama, só isso. Mas não rolou sentimento, nem nada, foi só sexo.
- Deixa eu ver se eu entendi... você diz que não me ama mais e eu te traio. É um absurdo. Você come a secretária boazuda e vem me falar isso como se fosse a coisa mais evidente do mundo?
- Ela me agarrou! O que eu deveria ter feito?
- Me contado! Foda-se tudo, você sabe que eu sempre te dei tanta liberdade quanto você quis, só pedi sinceridade em troca e você me apunhalou!
- Pára de ser quadrada! Você foi pra cama com meu melhor amigo e eu superei! Olha como eu tô super bem com a Bia!
- Eu NUNCA escondi nada de você! Nos últimos 3 meses do nosso relacionamento você tava maluco! Dizia que não gostava mais de mim, que queria terminar mas tava com medo de eu entrar em coma alcoólico e não ter ninguém pra ajudar e...
- Mas você já tinha entrado, duas vezes. E por favor, foi só uma trepada, sem nenhum sentimento...
- CALA A BOCA QUE EU TÔ FALANDO! E ah, você não sabia se queria ficar comigo! Você começou a repensar quatro anos de relacionamento! A minha mãe te detestava, e eu parei de falar com metade da minha família por tua causa, toquei o foda-se mesmo! Você teve que mudar de trabalho pra gente ficar junto! Você começou a repensar todo o sacrifício que a gente fez pra estar um do lado do outro! Você foi um merda e eu lá do seu lado dizendo que ia ficar tudo bem! E você me mandava parar de ser repetitiva! Você tem idéia do que aquilo fez comigo? Você quase me matou! Até que um dia, num porre, eu trepo com teu amigo e sou a vilã da história toda, enquanto você pode comer a secretária que num tem problema, é isso mesmo?
- Eu nunca disse isso. 50% da culpa é minha, oras!
- Ah, que gracinha você... pega teus 50% e enfia no cu, vai embora da minha casa agora!
- Poxa, mas não vai nem ouvir a proposta que eu vim te fazer?
- Que proposta, infeliz?
- Sexo casual... a Bia não faz anal e...
- FORA DAQUI!

Ela bate a porta na cara dele. Ela se tranca, pega a garrafa de whisky do armário – ela sabia que ia precisar – e volta a beber. E bebe a garrafa toda. Ele vai pra casa e chega a tempo de assistir o jornal com a esposa – linda, olhos claros, como seu único filho. Uma semana depois, ele recebe a notícia da morte dela, depois de vários dias em coma alcoólico. Vai ao enterro, se emociona e chora. Diz que vai sentir falta dela. E chega em casa a tempo de assistir o jornal com a esposa.

Não existe certo, não existe errado. Existem os vulneráveis. Vós, que paris em leitos confortáveis e julgai divino o fruto de vosso ventre, lembrem-se do quanto sois frágeis. Lembrem-se de vossa VULNERABILIDADE.

beijos,
Lis.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

redações infelizes demais - parte II

bom dia, crianças.

provavelmente todo mundo que lê esse blog sabe disso, mas vamos lá: as escritoras, Lissa, Debbie e eu, estudamos - estamos atualmente cursando o segundo ano do ensino médio - no excelentíssimo Colégio Pedro II. isso não é pouca merda. a gente se mata de estudar, estamos sempre fazendo zilhares de trabalhos absurdos, sempre estudando pra uma caralhada de testes e provas (aliás, a segunda quinzena do caos começa nessa quinta feira! [na minha opinião já começou, mas ok...] não percam! [pra quem não sabe o que é uma quinzena do caos: http://itdoesnotmakesensetome.blogspot.com/2008/05/1-quinzena-do-caos-parte-i.html]), sempre lendo montes de livros bizarros.. bem, de qualquer forma, eu tô dizendo isso pra que todos saibam: não é qualquer idiota que pode estudar nesse raio desse colégio. tem que ter alguma coisa - qualquer uma! - na cabeça.

ou pelo menos é o que pensávamos. alguns devem saber também que eu e a Debbie somos amiguinhas da professora de Gramática/Redação. amigas mesmo, de conversar sobre nossos relacionamentos juntas, na sala, matando a aula de Programação. pois bem, ontem ela, Tia Gilda, entregou as redações que nós, turma, havíamos feito sobre a famigerada "Lei Seca". senhor Newton Mattos (não, ele não merece nome fictício. meu ódio pelas redações dele é absolutamente declarado e escrachado) não estava em sala. então a Tia Gilda entregou a redação dele pra mim. ela sabe que eu gosto e faria bom proveito.

pois bem, eu resolvi colocar aqui. queria escanear, pra que vocês pudessem sentir também o nível da caligrafia do indivíduo. mas acho que aí seria complicado de entender a redação até o final. além do mais o scanner tá lá no outro quarto e eu não tô a fim de ter trabalho (como se interpretar essa porra não fosse trabalhoso... --'), portanto, vou transcrever exatamente como a encontrei. divirtam-se - ou chorem:

Nome: Newton Gonçalves Mattos
Nº: 25

A Lei Seca!

O congresso fez muito bem em aprovar a "Lei Seca", pois essa lei pode realmente diminuir e muito os acidentes das estradas e ruas desse Brasil. As pessoas deveriam ter um pouco mais de responssabilidade em emprestar o carro para um menor de idade, que não tem nenhuma responsabilidade para dirigir um carro e beber bebidas alcoolicas.
Talvez essa lei possa reflitir na decadência da taxa da acidentes causados por pessoas alcoolizadas; cobrando multas, punindo o individuo e muitas vezes levando-o a cadeia as pessoas ficam com um certo medo de dirigir alcoolizada pela fato dessa lei estar sendo rigorozamente cobrada nas ruas.
Caso essa lei seja assim, rigorosamente imposta, os riscos de acidente talvez possa diminuir.

PUTA QUE PARIU!

eu estudo. eu me esforço. eu me mato. eu acabo com a minha vida social. eu entro em pânico, rôo minhas cutículas, tudo isso pra poder me manter no nível da instituição de ensino na qual eu me encontro. PRA QUÊ? o Newton faz ESSA redação e tá exatamente no mesmo lugar que eu, turma I22, de segundo ano técnico em Informática do COLÉGIO PEDRO II! será que ninguém tá vendo isso acontecer impunemente?!?

PUTA QUE PARIU! [2]

eu e a Debbie discutimos algumas vezes sobre essa coisa de construir um Pedro II em cada esquina. já tem umas 10 unidades, mais ou menos. a Debbie é a favor de demolir essas unidades nada a ver (Realengo, Niterói, essas coisas... [nada contra os estudantes de lá, só que são unidades recentes e em lugares bizarros]) e parar com isso, que tá acabando com o elitismo do colégio. eu até sou a favor de construirem, não acho que o bom ensino deva ser limitado a um grupo seleto de indivíduos, mas que invistam na infra estrutura dos que já existem antes de sair fazendo mais. porém momentos como esse me fazem pensar que ela talvez - mas só talvez! ¬¬ - esteja certa, apesar de eu não me orgulhar desse tipo de pensamento.

Nota: gostaria de agradecer à Tia Gilda, sem a qual esse post não seria possível. e de reclamar com ela. 2,1 pra essa redação, Tia? (valia 3,0)

Nota [2]: esse post é continuação de: http://itdoesnotmakesensetome.blogspot.com/2008/05/redaes-infelizes-demais-parte-i-essa.html

stay beautiful,
Lis.

sábado, 26 de julho de 2008

Horrorshow


Hey, hey, hey, my little drugs.

É. Esse deveria ser um post dificil de ser feito. Tô sem postar há mais de 10 dias e depois de uns 4 ou 5 desses você [eu, no caso] começa a se sentir compromissado com uma coisa e parece que estás faltando com respeito a ela. Irresponsavelmente. Enfim, nesses últimos 3 ou 4 dias tenho tido idéias compulsivamente pra escrever no blog; pensei em escrever umas espécies de "esquetes literárias" contando acontecimentos que acontecem. (?) Mas uma coisa muito simples e que talvez tenha acontecido com algum leitor [número de leitores: (empty)], e passado despercebida, me chamou muito a atenção nessa última sexta-feira, 25.

Daqui a exatos 7 dias completarei 16 invernos de vida. Não é tanto, mas eles foram citados pra que vocês saibam que eu estava lá. Sim, eu estava no Barra Shopping nessa sexta-feira dia 25 com minha vó, minha tia, minha prima e meu tio por causa do meu aniversário. Vovó me levara pra comprar alguma roupa de presente; esse era o motivo.

Meu dignissimo tio não estava conosco durante o passeio; ele trabalha perto do shopping e foi de encontro a nós, pois almoçaria lá. Então resolvemos todos fazer uma pausa no nosso dia e comermos juntos! Soa emocionante mas procuramos um fast food sujo e caro pra comer calorias e calorias de gordura saturada [que só não é melhor que sexo] e achamos o Burger King - que é novo aqui no Rio, então todo mundo foi amarradão comer e experimentar a comida do lugar, que a proposito é ótima nham, nham...

Não gosto de elogiar esses estabelecimentos grandes, principalmente fast food mas a comida era boa, como disse, o atendimento foi ótimo, organizado, inteligente, mas foi exatamente nessa parte da compra que algo me incomodou bastante.
Minha vó comprara um dos sanduiches que tem um nome que começa com WH- [e o resto eu esqueci] dos de frango, eu e meu tio gordinho um double lá de carne. Mas não sei porque diabos algum dos jovenzinhos que preparam o seu sanduíche em menos de 10 minutos [blá blá blá...] esqueceu que meu sanduíche era double e colocou só uma fatia de carne dentro do meu pão - até ai problema nenhum. A mocinha loira que nos entregou a bandeja disse qual era o sanduíche e eu aleguei que o meu era o tal WH-... double de carne. Agora prestem atenção a esse momento, ela olhou bem pra mim e depois pro hamburger, gritou alguma coisa pra dentro da cozinha, voltou e perguntou o seguinte pra mim:

"Senhora, a gente pode colocar mais um hamburger no seu sanduíche ou a senhora quer que a gente faça outro pra senhora?"

COMO ASSIM?

Eu falei: "Não, tudo bem, poe mais um hamburger."
__

Agora me digam - ok, é claro que eu entendo o lado da menina de me perguntar se eu queria mais um hamburger ou um sanduíche novo. O que não me sai da cabeça é que alguém peça que ela faça um sanduíche novo, sir.

Imaginem os colegas de trabalho dessa mocinha jogando na lixeira um sanduíche novinho, quentinho perfeito pra ser vendido. Não isso não pode.

Talvez esse post seja julgado com um pouco de demagogia, ou sei lá o que. Well, well, well, mas tentem analisar dessa forma, sabe. A gente sabe que eles jogam comida fora adoidado, mas compactuar diretamente com isso por causa de um hamburger?




Eu estava curado mesmo.
bye bye bye.
Boa Noite.

domingo, 20 de julho de 2008

diálogos da maternidade.

Eu geralmente passo muito tempo fora de casa, seja estudando, seja fazendo merda em geral. Acabo não conversando muito com a minha família. Tô de férias, aproveitando pra ficar de vagabundagem em casa e tive um diálogo feliz com a mamãe hoje. É simples, não é engraçado, mas existe um 'quê' de mãe-filha, de alegria familiar... Sei lá, foi algo que me deixou bem. Em ocasiões normais, dividiria esse momento com minha agenda-diário, mas como a esqueci na casa do papai... enjoy it. :]

- Eu não suporto fazer suco: Uma parte de suco, duas de água, bota açúcar, mexe... Acho isso tão chato, tão enfadonho!
- Ah, eu não ligo de fazer, não... Mas o meu suco nunca dá certo. Nas minhas reuniões com o ACAF ele sempre vem logo dizendo: “deixa que eu faço o suco!”... Aliás, eu já te levei nos lugares que eu mais freqüento com ele, né?
- Reserva União e Ilha Grande?
- É...
- Já sim... Puxa mãe, você anda nuns lugares assim, tão baixo nível!
- É, menina, feios, chatos, mal freqüentados... A decadência total foi aquele tal de Pantanal.
- Ah, é mesmo... Sai do computador!
- Mas você tava lá longe!
- Mas você tinha dito que era pra eu olhar esse site escolher a próxima cor do meu cabelo!
- Ah... É, né?
- Pára de gritar ou fecha a porta desse quarto!
[Vovó fecha a porta antes que pudéssemos pensar sobre o caso. Mamãe prossegue, ignorando a interrupção]
- Puxa, Laís, você traduziu bem o Likert pra quem nunca fez inglês...

[Nota: a dissertação de mestrado da mamãe tem pesquisas que utilizam um método desse tal Likert. E deram um livro de 800 páginas em Inglês pra mamãe saber lidar com o Likert]
- Mas eu já fiz, mãe...
- Ah, fez? Quando?
- O Wizard, não lembra? Tudo bem que eram seis anos de curso e eu só fiz um ano e meio... Mas eu fiz.
- É, mas isso faz tanto tempo... E tira isso aqui da cama, que pano de prato molhado não dá pra cobrir ninguém. E não ri desse jeito, que vai cuspir o suco e estragar outro teclado! Quer o edredom gordo, o edredom magro ou a colcha azul?
- O edredom gordo.
[Mamãe sai do quarto, conversa um pouco com a vovó e volta]
- Laís, deixa eu te avisar... A descarga tá jogando água fora e eu fechei a água do banheiro lá no registro... Ah, e vai lavar a louça lá... Ah, e outra coisa... Hoje eu senti vontade de quebrar seu celular, jogar pela janela e espatifar ele todinho... Portanto, dê um jeito de ele não tocar amanhã às seis da manhã e me matar do coração!
- Mais devagar que eu tô anotando, mãe!
- Anotando o que eu falo?
- O nosso diálogo...
- Não tem mais nada pra fazer?
- Peraí, se não eu me perco!
- Isso aqui é pra você se cobrir. [Me entregando o pano de prato] Ah... Lá em Jacarepaguá tem brinquedo velho seu pra dar pra outra criança?
- Não, meu pai já deu tudo.

[Mamãe deita na cama pra ler o Likert. Lembra que não sabe inglês e vai procurar o dicionário. 10 minutos depois...]
- Fui lá procurar o dicionário de inglês, achei e foi a pior coisa que eu fiz... Não sei mais onde tá!
- Como assim, mãe?
- É, não sei onde botei...

[Lis pensa: A esclerose é genética. Eu realmente tenho a quem puxar...]
[Mamãe prossegue a busca]
- Ih! Aqui o que eu achei: Sua irmã escondeu essa batata chips no meio desse bololô de roupa dela pra ninguém pegar!
- Ah, eu não queria, não... Mas já que ela escondeu, dá aqui um pouco.
- Laís, não esquece da louça... Acho que eu me enganei.
- Se enganou por quê?
- Pensei que tinha achado o dicionário, mas não achei não... Você inda ta escrevendo isso?
- Tô...
- Vai virar livro?
- Não, provavelmente vira post...
- Depois você junta todos os seus posts e faz um livro.
- É, pode ser... Mas quem ia comprar?
- Ué... Pessoas... Eu não sei que história você ia contar nele! Se ficar engraçado, ele fica conhecido e você vai parar no Jô... Eu não sei como é que se lança um livro... Se você se interessar, a gente procura saber...
- Uma editora tem que me querer, mãe...
- Ah, melhor você não escrever um livro, não... Ou então imprime meia dúzia de exemplares e dá pros seus parentes e amigos mais próximos, aí pronto: escreveu um livro. Mas acho que isso sai muito caro...
- É uma boa, mãe...
- Ah, chega com isso logo, que eu tô inibida de conversar com você anotando!

- Ok, mãe. Meu post acaba aqui.

Acabou pra ela, acaba pra vocês também. Mamães nem sempre são tanques de guerra, - só em alguns casos, em que o que eu tô dizendo fica invalidado - são boas pessoas que não sabem fazer suco, nem falar inglês e esquecem onde deixaram o dicionário. Tá com cara de post-de-dia-das-mães, mas eu realmente não tô preocupada com isso.

Enfim, é isso
Bisous,
Lis. :D

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Eu ri do Fluminense.


Esse post foi começado dia 05.07.2008 e terminado agorinha mesmo às 15;52 do dia 14;07;2008, cujo dia é aniversário da gabi [parabééns, gabi!] e primeiríssimo dia de férias uhuuul!
obrigada.
[não dê bola para o que o blogspot diz, ele não é são.]


O título do tópico não tem nada a ver com o tópico. O título é uma homenagem ao Flu; que eu mesma torci pra que ganhasse mas meu espirito botafoguense gritou mais alto e me fez rir do Fluminense.


___

Esse post é um cuspe de indignação! Sabe, durante minhas longas e intensas viagens de ônibus diárias pro colégio e pra casa o ócio me obriga a pensar - é eu penso - e como já é de se esperar só sai bosta. Mas dessa vez não foi no ônibus, foi fora dele, no curto caminho entre minha humilde morada e o bus stop; andava eu, numa noite fria depois das 7:30 da noite e me deparo com uma pintura nova no muro "RETÍFICA DE CABEÇOTES".

Ok.

meuDeus. Eu morro, eu renasço 7 vezes e eu jamais nessas vidas saberei o que uma Retifica de cabeçotes é.
Minha teoria é a seguinte: em 2006, na minha pouco produtiva 8º série [que agora parece que virou um 9º ano] eu aprendi a retificar uma circunferência. Você soma 3 diametros mais 1/7 diametro e isso é igual a linha da circunferência. Aí o que me vem na cabeça é que você pega o tal do cabeçote [meu deus que diabos é isso?] e retifica a circunferência dele. SÓ PODE SER ISSO.
__

Esse post foi escrito com todo o carinho do mundo há 9 dias atrás, por algum problema dos que existem o tempo todo com o computadô aqui de casa eu tive que desligar essa jossa enquanto escrevia esse belíssimo post e só agora consegui achar a minha paciência escondida na gaveta pra pseudo-termina-lo. Por isso não liguem para o delay da pena que sinto do Fluminense, e acreditem se conseguirem: Nesse meio tempo, eu, EUZINHA, eu mesma, assista ao jogo desses losers no Maracanã, sim eu o fiz. Não me orgulho, mas existem coisas na vida maiores que a dignidade...
E durante esse meio tempo out tive uma idéia brilhante; a comprovação da existência da Retífica de Cabeçotes. Visualizem bem essa bela foto tirada por uma praticamente profissional, chamada Eu.
__

Lá me vou. Aproveitando o gancho ESTAMOS DE FÉRIAS UHUUUUULL
Até dia 4 as besteiras desse blog serão mais abesteiradas ainda. Aguardem.

Música da Semana: Perguntas - Soft Mary
All the Best ;)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

[título] [/título]

["parágrafo introdutório"]

A ser lido ao som de Quando Você Voltar – Legião Urbana. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

[/"parágrafo introdutório"]

[post]

Barco sem porto, sem rumo, sem vela, cavalo sem sela”;

Estive esperando que você me ajudasse, me mostrasse por onde devo andar. Esperava que me mostrasse o caminho certo, e me desviei dele antes que pudesse me dar as instruções. Por favor, não me dê mais as costas!

Insatisfeito como a labareda, ardo pra me consumir”;

Estarei em chamas da próxima vez que me olhar, não desvie os olhos. Esteja ao meu lado ainda que te custe, por agora. Eu desaprendi de ver sozinho, e você tem sido meus olhos. Não quero deixar que vá embora dessa forma. Voltarei a te seguir, até que estejamos juntos, em algo nosso.

Eu quero o risco, não digo. Nem que seja a morte”;

Seguirei-te sabendo que corro o risco de não conseguir nada. Eu fiz com que as coisas ficassem dessa forma, e agora pretendo reverter o processo. Sigo-te até o inferno, em busca do que se perdeu entre nós. Eu espero que você estivesse ciente, ao começar com isso tudo, de que não seria fácil se livrar de mim, e que esteja agora preparado pra me deixar morder teus calcanhares – ou me chutar até que eu quebre os dentes.

Você é minha obsessão, eu te amo até os ossos”;

Amor, sim, por que não? À la mierda as nossas dúvidas em relação a... Tudo?! Bem, não importa. Eu quero estar bem certa do que sinto, e não vejo outro nome para chamar, aconteceu de novo, acontece sempre!

Eu te amo, [...] eu te amo tanto, que o meu peito me dói como em doença”;

Minha carne trêmula, meus ossos doem. Meu coração persiste. Algo de racional em mim concorda com isso. Uma voz qualquer em minha mente quer que seja assim. As outras vozes todas se calaram diante dessa única e talvez insensata. Não quero mais saber.

Parei de pensar e comecei a sentir”;

É isso mesmo. Não quero raciocinar a respeito do processo que se dá em mim, fazer conjecturas, escolher palavras. Quero viver isso. Quero me fazer presente nesse sentimento, intensa, brutal, sem medidas, sem pudor, sem porquê, sem intenções bem definidas. Quero só ir, quando me der conta já ter estar lá.

E o sangue que escorre é doce, de tão necessário”;

Puno-me pelo modo insensato como ajo, não em relação a ti, mas em relação a nós. Sinto que cada músculo de meu corpo se contrai. A minha dor parece branda demais diante da tua. Eu quero mais, eu quero tudo! Se eu quero uma alegria intensa, quero também viver a dor. Quero cada momento dessa coisa nova, que me arrebata. E não quero mais te ver sofrer.

O que nós encontramos? Os mesmos velhos medos. Queria que você estivesse aqui”;

Quero exterminar os medos. Quero que possamos fugir juntos para uma realidade à parte. Quero o conforto que tenho quando estou em teus braços. Quero ouvir teu coração bater, e quero que ouça minha respiração frenética. Eu quero tudo, eu quero mais. Eu quero te assistir dormindo.


Esqueça esta vida, venha comigo, não olhe pra trás”;

Falta pouco. Não jogue isso fora.

Interprete como puder”;

Entenda como quiser minhas palavras insensatas de abandonado sem passado, sem perdão. A mim, me basta minha consciência. Acredite, eu ainda a tenho.

[/post]

As frases entre aspas são, respectivamente, de:
- Zeca Baleiro, na música Flor da Pele.
- Friedrich Nietzsche, nos versos intitulados Ecce Homo, no Prelúdio em Rimas Alemãs, publicado no livro A Gaia Ciência.
- Caio Fernando Abreu, no conto Anotações de um Amor Urbano, publicado no livro Ovelhas Negras.
- Silverchair, na música Ana’s Song.
- Vinícius de Moraes, em Soneto de Contrição.
- Capital Inicial, na música Olhos Vermelhos.
- Drummond, no poema A Noite Dissolve os Homens.
- Pink Floyd, na música Wish You Were Here.
- Evanescence, na música Anywhere.
- Caio-Loser Alexandre, em um monte de lugares - e talvez tenha me dito pessoalmente.


[tchau]

Beijos,
Lis.

[/tchau]

domingo, 29 de junho de 2008

sessenta e nove.

boa tarde, caras senhoras, senhores e ônibus. gostaria primeiramente de me desculpar pela minha existência, pelo meu telefone que não funciona direito, pelo meu computador temperamental, pelas provas, pelos trabalhos, pela falta de tempo e principalmente pela minha pobreza. por todas as adversidades, enfim, que me impediram de estar aqui, presente, postando, como boa desocupada que sou. (há tempos atrás diria "aqui com vocês", mas me parece que ninguém lê mais porra nenhuma mesmo...)

em segundo lugar, me resta a tarefa de falar sobre Itatiaia. não sei se todo mundo sabe que nós três, moças bonitas escritoras do blog, fazemos parte do coral de alunos do Pedro II. volta e meia, rolam apresentações, e esporadicamente, viajamos, como foi o caso.

21 de junho, sábado, 5 e meia da manhã. tava na hora de sair de casa, tava frio e escuro. eu querendo sair de casa, mas morta de medo dessa gente bêbada que tava voltando pra casa nesse horário. de repente, eis que ouço tiros. e existem certos momentos na vida, como esse em que você não consegue expressar de outra forma sua indignação/surpresa/sei lá...

" - PUTA QUE PARIU! QUE PORRA É ESSA?!"

fui, então, suuuper inconveniente e acordei meu pai nesse maravilhoso horário. ele foi comigo, cambaleando de sono, até o ponto. não sei por que, mas não me senti muito protegida, não... enfim, peguei meus dois ônibus, carregando uma mochila, uma sacola e um colchonete e cheguei em São Cristóvão City pouco antes das 7 da manhã, onde já se encontravam a senhorita Deborah e suas 17 malas, no carro do digníssimo senhor seu pai. entramos no CPII, às 7 da manhã e a Larissa chegou um pouco depois. fomos felizes e contentes (mentira, estávamos em pânico) pra direção, fazer a porra da prova de apoio de Sociologia. a Deborah se fudeu mais ainda, fez Biologia também. a prova taba bizarra, com uma matéria completamente diferente da nossa, mas ok, relevamos essa parte. o fato é que às 9h, estávamos todas juntas e felizes dentro do ônibus rumando pra Itatiaia. daqui a pouco a gente só vê a Larissa numa trip do caralho, alegando ser onda do Dramin que ela tomou pra não enjoar no ônibus. evidente que a gente quis um remedinho de enjôo desse também :]. o remédio me matou de sono. fui dormindo, durante 3 horas de viagem. pelo que me parece, essa foi a minha sorte: reza a lenda que senhorita Pomba conseguiu bater o récorde mundial de maior número de abobrinhas berradas numa viagem. além de latir com um menino que parece um cogumelo (é, latir mesmo, estilo "au au", não tô de sacanagem). enfim, chegamos em Penedo e fomos passear. "estejam de volta em meia hora, meninas!". é... não deu. por muito pouco não fomos largadas em Penedo. e a Evie, nossa preparadora vocal fofa, quase nos arrancou os intestinos. fomos pra Itatiaia, almoçamos num restaurante péssimo e com um sistema de preços um tanto quanto duvidoso. fomos pro parque nacional, conversando com a Ana Cláudia japinha fofa. chegando lá assistimos duas apresentações de corais: o primeiro, do Pedro II de Niterói, foi interessante, mas eu continuo suspeitando que fosse um grupo de Artes Cênicas, não um coral. o segundo, de umas criancinhas esquisitas sei lá de onde, foi uma bela porcaria. cantamos, demos nosso showzinho, e meu mau humor/sono me impeliu a voltar pro ônibus, pra completar meu soninho de beleza. um pouco depois, fomos pra um colégio lá, onde passaríamos a noite e fomos nos arrumar pro baile. descobrimos, com certa tristeza que eram dois chuveiros. frios. pra cerca de 40 pessoas. poupando os possíveis leitores dos detalhes sórdidos, tomamos um banho a 4, com direito a rodízio de chuveiro: eu, Larissa, Deborah e a Japa, evitando a fila-monstro que se formou depois. depois disso, nos arrumamos, produzimos, maquiamos, a Deborah emprestou sapato pra uma porrada de gente, a Larissa, maquiou a Japa, eu maquiei a Bárbara-loira, a Deborah montou o look da Japa... depois disso, todo mundo lindo, arrumado, produzido, fantástico... fomos pra pracinha da cidade --'. passamos umas duas horas lá, sentadas, esperando o raio do baile começar. aqueles garotos feios, esquisitos, obtusos, nojentos e interiorizados de Itatiaia vieram falar conosco. quis a minha mamãe, pra me defender daquelas... coisas. enfim, finalmente, quase à meia noite, fomos pro tal baile. depois que já estávamos lá há uns 10 minutos foi que apareceram a comida, a bebida e a música. tiramos foto, bebemos um pouco de vinho, mandamos o DJ trocar a música e constatamos que o que ele tinha lá de mais 'dançável' era um CD de... ah, não teve jeito, tivemos que pular, nos saracotear, e fazer a noite valer a pena ouvindo HOUSE. tava indo pegar minha terceira ou quarta taça de vinho, quando o Edvan, nosso vice-regente, que é fofo, mas é um chato, resolveu que tava na hora de levar todas as crianças pra cama. enfim... chegando no colégio, a Deborah foi pra cama. eu, a Larissa e a Japa ficamos pro verdade/conseqüência. perdi toda a minha pouca dignidade depois de fazer strip, morder orelhas, tocar punheta pra uma garrafa de H2O, e simular cenas de sexo explícito com uma vassoura que lá se encontrava. não vou falar sobre as conseqüências da Lissa e da Japa pra não expôr-nas, expô-las... ah, pra que elas não sejam expostas também ao ridículo, mas foi tudo nesse sentido. fomos dormir por volta de 5h. Acordamos às 9h. comemos de novo no restaurante infeliz, passeamos em Penedo, gastamos pequenas fortunas comprando chocolate belga/finlandês/sei lá, só sei que era bom pra cacete. aí, enfim, o trajeto de volta... apagaram a luz, foi a deixa: se os últimos bancos daquele ônibus falassem, ia ter gente MUITO fudida. namorados foram traídos, gente quase fudeu, muita gente mostrou não ser tão heterossexual quanto se pensava... altas revelações. se tinha alguém do blog no meio dessa putaria insana? ehr... vocês já viram como o dia tá bonito hoje? :]


enfim, essa foi nossa viagem. rendeu muita fofoca, várias sitcom's, e um colchonete perdido (desculpa, Vanessa! ://).

o título do post é em homenagem à minha vovó Léa que completa hoje 69 aninhos. imagino que foi exatamente nisso que vocês pensaram, não é verdade? :]

well.. fico, então, por aqui, esperando que meus posts voltem a ter a freqüência de antes. tá foda.


beijoos. :**
Lis. =D

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cidade pequena é tudo igual.

Alô a todos...
Sim, eu estou viva, (apesar de alguém daqui do blog dizer que eu e laís estamos mortas sabe) e muito bem obrigada.
Depois daquele post depressivo, acabei ficando muito melhor, e descobri que se eu colocar tudo pra fora e não me importar com o que as pessoas vão dizer, me sentirei extremamente aliviada.
Como diz a lis, estou tocando o foda-se.
Mas tirando esse acontecimento, existe algo mais que quero registrar nesse post.
Primeiro, eu estou muito feliz, pois tirei nota alta na prova de apoio e consegui recuperar bem a minha média.
Segundo: QUEM É O MEU ADMIRADOR SECRETO?
........
Eu quero saber poxa...=]

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Deixarei a viagem a itatiaia para a senhorita lis, que irá discorrer da nossa estada lá como só ela sabe fazer, e citará as situações bizarras que passamos..com as pessoas bizarras que conhecemos!
Ahh e aquele chocolate de penedo é um dos melhores que já comi, tirando o belga. O sorvete finlandês então nem se fala, por causa dele quase fomos deixadas pra morrer em penedo.
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Hoje não assistimos o único tempo de inglês, que como todos sabem, é realmente muito importante para as nossas existências nesse universo vasto, com a finalidade de não ver a cara feia e encardida da digníssima professora Vanish Poder O2, tira as manchas sem estragar os tecidos. Hoje fez um frio desgraçado, meus pés estavam encharcados e gelados, e estou quase voltando com o meu ex-pseudo-amante-peguete-não-sei-lá-o-que. E eis que nós ficamos sabendo que teremos a chance de ir pra são paulo pelo coral. Isso é ótimo, considerando que viajar pelo colégio é extremamente difícil até pra ir pra um museu, imagina pra outro estado.
Enfim, hoje não foi um dia ruim....


Fico por aqui, beijos para todos.

Músicas da última semana: Hold Your Hand (ft. Emiliana T) - Paul Oakenfold
Filth in the Beauty - The gazette
crushcrushcrush - Paramore