
Largaram esse blog de vez. As digníssimas escritoras, os críticos comentadores que não comentam mais nada e enfim, até os terroristas e admiradores secretos [tá no plural pra que eu me sinta mais importante mesmo] largaram a gente. A gente não! Eu! Porque as outras duas parecem que me largaram também. "Meninas, postem no blog! PelamordeDeus!" "- Ah! Meu PC tá ruim!" "- Ah! Tem prava amanhã!" Apertei o fuck off.
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Como esse blog é um abandono generalizado, sem pai nem mãe nem leitores eu posso falar bem alto, ou melhor gritar com toda a minha força coisas que ninguém vai ler, e se ler: Eu apertei o fuck off mesmo; nem ligo :P Eu tenho chulé! E tenho orgulho de admitir isso! \o/ __
Mas agora deixemos de papo furado e prestem atenção no assunto de hoje. Mais uma histórinha vivida por mim: Ontem foi dia de sair cedo da escola, eu e o pessoal da banda - A Banda da Larissa, Maguila, Duait e Wander - fomos ensaiar [eles foram ensaiar, na verdade, eu só fui encher a paciência]. Foi tudo muito legal, eles ensaiaram, blá blá blá e depois eu e Wander iriamos embora de trem, Duait de metrô, Maguila de Õnibus e Larissa ia ndando pra casa. Maravilha. Seguimos Duait, Wander e Debbinha :) para a estação dupla de trem e metrô de São Cristóvão, atravessamos o viaduto e tranquilo, despedimos-nos do Mr. Duait e logo depois compramos o bilhete. Eis que eu, não-andadora de trem falo pro Wander, "Oh, me diz aqui como poe o bilhete na bilheteira." O digníssimo me mostra, eu ponho meu bilhete e num ato bem caracteristico da minha pessoa de afobação eu giro a roleta e não passo. Imagine a seguinte cena: Wander do lado de lá da plataforma, e eu do lado de cá, presa, tendo já depositado o bilhete na bilheteira. Yes, foi bem ridiculo mesmo. Aí eu vou com a minha aflição na mulher que vende o bilhete e explico a situação himilhante pela qual eu estava passando. A senhorinha me diz "Botou o bilhete e não passou perdeu a passagem!" Volto, falo isso pro Wander enquanto vou abrindo a mochila pra pegar mais 2.20 e pagar outra passagem ¬¬' No frio momento que vou abrindo a minha bela carteira chinesa em tons alaranjados e olho dentro da mesma acho uma nota de $2 e nenhuma moeda. Isso mesmo nenhuma.
Uma coisa que vocês não sabem mas deveriam saber é o seguinte, o nosso caro amigo Wander, baterista enrolado da nossa cara banda Aperio Fatum precisava de $18.50 na racha do estúdio. $8.50 do ensaio e $10 do aluguel dos pratos [de latão que têm o som horrível] e o grandíssimo pai do caríssimo Wander-coco deixou $10 pra ele levar pro ensaio. Na hora de pagar o valor final pra ir embora rolou uma vaquinha fudida, uma juntação de moeda, e essa história foi contada para que vocês, leitores fantasmas saibam que nosso amigo Wander não tinha um tostão furado.
Eu começo a procurar insanamente uma moeda no bolso da mochila e fico falando [lê-se gritando] "Wander, o que eu faço agora, meu Deus do céééu??" e esse do outro lado da plataforma olhando pra minha cara assustado sem saber o que fazer/falar. E o motivo de contar essa história toda que-não-interessa-a-ninguém é o seguinte: Nesse calor todo de procurar moeda e não passar da catraca surge um homenzinho, magro e baixinho e me estende a mão com uma moeda de 25 centavos. Eu e o Wander ficamos com uma cara de espanto e eu começo a agradecer o cara, que da mesma forma que ele surgiu ele desapareceu.
Essa foi a terceira vez em toda a minha vida que uma pessoa surgiu e me ajudou. E eu sinceramente acho que isso foi pouco pra alguém que existe há 15 anos, 10 meses e 23 dias. Eu fico tão grata a bondade daquele cara que eu nao tenho palavras pra descrever como aquilo me deixou satisfeita com o Mundo.
Não me interpretem mal; é mais que evidente a indignação que eu tenho adquirido ao passar dos meus dias com a sociedade, mas esses três momentos que essas três pessoas prestaram esses atos de humanidade, de ajuda voluntária ao próximo, sem a busca por uma recompensa me deixam maravilhada, tão maravilhada que não existem palavras para que eu me expresse.
Esse é o meu agradecimento à parte da recuperação da minha esperança que tem diluido entre meus dedos, sem que eu posso impedir, em relação à todo esse egoísmo que estamos proporcionando a nós e a Terra. Talvez ainda seja possível a salvação da espécie, ou pelo menos a salvação de alguns...
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Música da semana: Bank Holiday - Stereophonics
Foto do desfile folk maravilhoso do Alexandre Herchcovitch no SPFW *-*
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Um comentário:
Ui! Revoltada ela, não?
Você tem chulé! oO que merda, ein.
Tirando que tem prava ou a pessoa volta nadando para casa.
Você não consegue passar em uma roleta sem causar um alvoroço O.o
Salve a todos os que ajudam ao próximo! Eles deveriam ser exemplos a serem seguidos!
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